Mensalão, CPIs, malas e cuecas recheadas de dinheiro, deputada que dança literalmente no Congresso, além de outros fatos que deflagraram a crítica situação política do Brasil, são assuntos veiculados exaustivamente pelos meios de comunicação. Sem levar em consideração os interesses políticos e econômicos, para ser canditado a presidente da república não é preciso muito: basta ter nascido no Brasil, não possuir antecedentes criminais, ser alfabetizado, estar em pleno gozo dos direitos políticos, ser filiado a algum partido e possuir 35 anos de idade, ou mais, quando assumir o mandato. A palavra ''candidato'' provém do latim (candidus), designando 'alvo', 'brilhante'. Quem tinha interesse em disputar um cargo público envergava uma capa branca de tecido alvíssimo que simbolizava a brancura de caráter, caracterizando, assim, a pessoa como merecedora da vaga pretendida. Frente aos últimos acontecimentos políticos, a definição de canditato se mostra cada vez mais contraditória. Mas afinal, o que as crianças fariam para melhorar o país?

Se eu fosse presidente do Brasil...

‘‘Eu iria tomar providências para acabar com os assaltos. Outra precoupação minha seria com a poluição no mundo todo, porque ela destrói a camada de ozônio. Colocaria mais guardas e mais cadeias no Brasil, criaria muitas escolas boas. Por mim, ninguém mais passaria fome e não existiriam favelas’’
Julio Cesar Lima, 9 anos

‘‘Nossa, eu tentaria ajudar as pessoas dando comida aos que ficam na rua. Talvez mudasse algumas leis, como por exemplo, aumentar o salário mínimio. Também daria melhor educação e mais lazer às crianças. E depois que eu já estivesse eleita, faria uma votação para saber o que as pessoas estão achando dos deputados e o que elas acham ser o melhor para o Brasil’’
Letícia Marins, 10 anos

‘‘Eu tentaria acabar com a corrupção e não facilitaria os roubos no Planalto Central. Daria moradia às pessoas pobres e mais escolas para as crianças. Tentaria levar tecnologia a todos, dando luz, computador, televisão, para facilitar a vida. E também asfaltaria todas as ruas, porque têm crianças que enfrentam a chuva e o barro até chegar às escolas’’
Ana Paula De Martini Lopes, 9 anos

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