Split - O Palácio Diocleciano é uma história à parte em Split. É a origem da história, para ser mais exato. Foi o início de sua construção, no ano de 293 d.C., que marcou o nascimento da cidade. O palácio foi erguido por ordem do homem que governou o império romano entre os anos 284 e 305. Ao conhecer as baías da região, Diocleciano se apaixonou pelo lugar e lá decidiu fazer sua residência de férias e também o local onde pretendia viver depois de deixar o trono.
Conhecido por suas reformas políticas vivia a fazer composições, com o único objetivo de manter o poder , Diocleciano esperou o palácio ficar pronto para afastar-se do poder. E foi viver à beira-mar, com 38 mil metros quadrados de ''área construída'' à sua disposição e de seus familiares e amigos.
Mas o tempo passou, Diocleciano morreu, guerras aconteceram, o palácio virou ruínas e... a partir do século 7º, o local foi invadido. Refugiados da cidade de Salona, destruída numa batalha fizeram do edifício uma vila.
O tempo continuou passando e hoje a área do Palácio Diocleciano é um maravilhoso centro de comércio, onde, se não se encontra de tudo, acha-se quase tudo. A rigor, as ruínas do palácio transformaram-se no centro de Split.
A ocupação tornou o lugar um imenso labirinto, com vielas, becos corredores e praças que transformam a visita em uma deliciosa aventura. Camelôs e lojistas convivem numa harmonia de fazer inveja aos comerciantes de grandes centros do Brasil.
Quer comprar artesanato? No palácio tem. Roupas de grife, também tem. Utensílios domésticos? É só embrenhar-se pelos becos que logo se acha uma lojinha vendendo tais produtos. Ou um ambulante que, na falta da barraca, espalhou suas panelas e caçarolas pelo chão sem a menor cerimônia.
Diariamente, durante o verão, as vielas recebem um formigueiro de pessoas, que andam freneticamente de um lado para o outro. A caminhada, no calor, dá sede. Mas sempre há um café onde se pode comprar água, bebidas e fazer refeições.
O labirinto é fascinante. Não raro, o visitante entra em um beco escuro onde mal cabe uma pessoa (num deles, quem mede mais de 1,75 metro de altura precisa se abaixar) e, ao sair, dá de cara com um barzinho. Ou com uma loja de produtos de informática. Ou, ainda, com uma loja de roupa de grife. Tem até agência bancária além de alguns caixas eletrônicos. Quem for católico pode dedicar um tempo para rezar na humilde e ao mesmo tempo imponente catedral, que fica bem no meio do terreno. (A.L./AE)

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