Após tantas atuações em longas, Fábio Assunção planeja estrear como diretor de cinema. ''Não tenho vontade de dirigir uma peça ou novela. Mas preciso de uma idéia que mexa comigo e com o público. Isso ainda vai acontecer no cinema, onde o tempo é mais tranquilo'', avalia. Atualmente, nos intervalos da novela, o ator tem filmado o longa ''Do Começo Ao Fim'', de Aloísio Abranches. Na história, Alexandre, personagem de Fábio, é casado com uma médica interpretada por Júlia Lemmertz, com quem tem dois filhos. ''Esse trabalho conta a história de amor desses irmãos. O meu personagem e o da Júlia vão envelhecer 15 anos'', adianta, empolgado.
Desde que estreou na telona em 2000, com o longa ''Duas Vezes Helena'', Fábio passou a ''bater ponto'' no cinema nacional. Filmou ''A Hora Marcada'', no mesmo ano, ''Bellini e a Esfinge'', em 2001, ''Cristina Quer Casar'', em 2003, ''Sexo Amor e Traição'', no ano seguinte, ''Espelho D'Água - Uma Viagem no Rio São Francisco'', ainda em 2004, ''Primo Basílio'', em 2007 e, no início deste ano, rodou ''Bellini e o Demônio''. ''Esse último foi um dos meus melhores trabalhos. Foi denso, pesado e o resultado ficou bárbaro. Me joguei como nunca'', anima-se o ator.
Dentre os mais de 17 trabalhos na tevê, Fábio Assunção assume que teve uma queda especial por minisséries. Principalmente ''Os Maias'', de Luiz Fernando Carvalho. Na trama lusitana, exibida em 2001, o ator interpretou o intenso Carlos Eduardo no folhetim adaptado da obra de Eça de Queiroz. Na história, recheada de críticas sociais, Fábio fazia par romântico com Ana Paula Arósio. ''Foi meu trabalho mais rico na tevê. O Eça era uma espécie de Nelson Rodrigues de época'', compara.

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