Paixão nacional


O canal pago GNT exibe, a partir de hoje, uma série de três especiais sobre o futebol
Nelson Sato




Arquivo Folha
Paulo César Caju: lembrado na série de especiais sobre futebolA
‘‘pátria de chuteiras’’, como dizia Nelson Rodrigues, nunca assumiu tanto sua maior paixão quanto neste ano de Copa do Mundo.
O futebol está em alta. A prova está na quantidade de livros lançados nos últimos meses e nos filmes que começam a chegar às telas. Aproveitando o ‘‘boom’’, o canal pago GNT homenageia o esporte com a exibição da série Futebol, um documentário em três programas com 90 minutos de duração cada co-produzido pela emissora em parceria com a VideoFilmes.
A série inédita, dirigida por João Moreira Salles, Arthur Fontes e Rudi Lagemann, aborda a cultura do futebol no Brasil, revelada a partir da história pessoal de jogadores em diferentes momentos da carreira. Os programas mostram a importância desse esporte na vida do povo brasileiro e o fascínio que ele exerce sobre o público.
O primeiro programa, que vai ao ar hoje, conta a história de três meninos que sonham em se tornar craques. As filmagens começaram em janeiro de 1996 e terminaram em fevereiro de 1998. Morador do Morro do Alemão (um dos principais centros de distribuição de drogas da cidade do Rio) Fabrício, que no início das filmagens tinha 16 anos, foi descoberto por Mineiro, um olheiro que há décadas trabalha para o Flamengo.
O segundo chama-se Wanderson, tem 17 anos e vem do Espírito Santo fazer um teste com Mineiro junto com outros cinco mil garotos. E, por fim, Edmilson, segundo o olheiro o mais talentoso dos três, que vende a bicicleta para vir de Goiânia, onde mora, para o Rio de Janeiro.
O segundo programa conta a história de dois jogadores profissionais, Lúcio e lranildo, ambos do Flamengo. Lúcio foi eleito por um painel de cronistas esportivos a revelação do Campeonato Brasileiro de 1996. O jogador começou bem, depois caiu com o time chegando a ser excluído do banco de reservas e emprestado ao Santos.
O outro jogador, lranildo, é um típico brasileiro, miúdo, subnutrido. Foi revelado, em 1995, no Madureira. De lá foi para o Botafogo, passou pela seleção brasileira e terminou no Flamengo. O terceiro programa conta a história do ex-craque Paulo César Lima, o Paulo César Caju. PC foi uma espécie de Romário ou Edmundo de sua época, inserido na tradição de jogadores rebeldes.

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