Paixão contagia toda a família
O fascínio pela motocicleta é contagiante. Que o diga o aposentado Mário César Montenegro, de 52 anos. O churrasqueiro oficial do clube se diz um apaixonado por motos desde criança. Depois de colecionar vários tipos como Sparta, Norton, Puck e um ciclomotor Lionette 66 , hoje ele tem uma Honda Four 750, ano 76.
A febre pela motocicleta já colocou Mário Montenegro em maus lençóis. Em 1985 ele sofreu um acidente que rendeu mais de 30 ossos fraturados. Quase perdi a vida. Tenho sequelas até hoje, mas a paixão pela moto é maior.
A influência Easy Rider também foi passada a Montenegro. Tive até uma moto do estilo, BSA 350, com guidão alto, banco de dois andares e encosto com Santo Antônio (ferro de proteção), lembra. Nos anos de estrada, o aposentado ainda se ressente do modo com que os motociclistas são tratados. Sempre achei muito discriminatório. A gente não podia nem namorar as meninas! Falavam que moto era coisa de bandido, de caras que não respeitavam os estatutos da sociedade, lamenta. Na sua família, a história foi outra. Meus dois filhos também têm motos. E até a minha mulher. Passei a doença para os três, brinca. (J.S.)





