O Parque Nacional de Yosemite é uma das paisagens mais bonitas e dramáticas da Serra Nevada. Seu vale verdejante é emoldurado por imensos paredões de granito por onde despencam enormes cachoeiras. São imagens fortes que inspiraram o fotógrafo Ansel Adams a clicar os retratos poéticos em preto-e-branco que hoje circulam o planeta na forma de pôsteres e cartões-postais.
Localizado a 345 quilômetros de São Francisco, o Yosemite recebe cerca de 4 milhões de visitantes por ano, a maior parte deles no verão. Gente suficiente, aliás, para destruir qualquer ecossistema, não estivessem eles resguardados por uma rígida política de leis ambientais.
Elas existem praticamente desde que o lugar foi descoberto pelo homem branco em 1833. Tanto que em 1864 o presidente norte-americano Abraham Lincoln assinava um tratado formalizando o Yosemite como a primeira área natural protegida do mundo, logo elevada a categoria de parque nacional, em 1890.
Para evitar a multidão o melhor é visitá-lo na primavera e o outono, quando o clima está agradável. No inverno faz muito frio, mas o charme fica por conta das paisagens cobertas pela neve. Mesmo no verão, apesar do agito, quem quiser se embrenhar pelo parque não tem do que reclamar.
O Yosemite Valley, onde estão localizadas as principais atrações – por isso, o mais lotado –, ocupa apenas 6% de uma área de 3 mil quilômetros quadrados. Ou seja, os amantes da natureza precisam apenas encarar as trilhas para encontrar lugares selvagens, repletos de solitude, nos quais animais como o puma, coiotes, esquilos e ursos vivem em paz.
A vila do Yosemite (Yosemite Village) é um bom ponto para começar a visita. Passe pelo Centro de Visitantes e apanhe um mapa com os pontos turísticos. A partir daí é sair pelo parque descobrindo tudo o que há de belo, seja de carro, a pé, ou em bicicletas alugadas na própria vila.
Para completar o roteiro é preciso ao menos três dias. E é difícil definir o que ver primeiro. O parque guarda a maior cachoeira da América do Norte, a Yosemite Falls, com 739 metros de altura, a árvore mais alta do mundo, uma ‘‘redwood’’ de 88 metros, além de sequóias que crescem nos Bosques Merced, Toulumme e Mariposa.
Mas o maior símbolo dali é sem dúvida o Half Dome, um gigantesco monólito de granito de 87 milhões de anos, com 93% de inclinação vertical – o mais íngreme penhasco dos Estados Unidos. Sua lendária ‘‘face norte’’ (north face) é um desafio radical para praticantes de escalada do mundo todo. Outra forma de conquistá-lo, bem mais fácil, mas pela face sul, é numa extenuante caminhada de dia inteiro (14 quilômetros); ou, de modo mais suave, em dois dias, com pernoite acampando no Little Yosemite Valley.
O Half Dome é onipresente no Yosemite. Para onde quer que se olhe, sua figura está lá. Mas para fazer uma foto clássica, imite Ansel Adams, e siga bem cedinho para o Mirror Lake, o lago de águas plácidas que reflete sua imagem como um espelho no nascer do sol.
Além do Half Dome há vários outros paredões de granito como o El Capitain, o Sentinel Dome e o Glacier Point, todos eles desafiadores. Assim como há também diversas outras cachoeiras que embelezam o parque. A Bridalveil Fall, a Nevada Fall e a Vernal Fall são alguns exemplos. Esta última faz parte de uma formação de granito conhecida como a ‘‘Escadaria do Gigante para o Céu’’ (Giant’s Stairway to Heaven).
Apesar do nome assustador, para chegar até ela basta apenas uma pequena caminhada. O tempo de duração e as distâncias para cada atração estão sempre bem demarcados por placas ao longo do caminho, para que ninguém ultrapasse seus limites.

mockup