Apesar da sua popularização nas duas últimas décadas, o rappel é classificado como uma técnica, não uma modalidade. Mas muitas pessoas já se dedicam exclusivamente à prática, algo condenado por adeptos do montanhismo, cascading e espeleologia. Eles defendem a inserção do rappel nessas modalidades, em nome de uma atividade mais consciente e segura.
A vinculação com outros esportes está na origem do rappel, criado pelos franceses na conquista do Monte Montblanc, no século 18. O termo significa ''recuperar'', pois os montanhistas precisavam pegar de volta as cordas usadas no percurso.
Com a exposição na mídia e o acesso mais facilitado aos equipamentos, antes exclusivamente importados, o rappel, aos poucos, ganhou espaço próprio, principalmente como produto turístico. ''Mesmo quem não tem tanto acesso a informação sabe o que é, pois vê em filmes e na televisão'', diz Carlos Zaith, de 47 anos, da Associação Brasileira de Esportes Radicais e praticante de rappel e canyoning há 25.
Com um relevo acidentado repleto de cascatas, montanhas, cânions e cavernas, o Brasil tem uma enorme oferta de locais para a prática desses esportes em que o rappel está inserido. ''Prefiro as cachoeiras, pois é uma união completa com a natureza'', diz Felipe Leal, de 45 anos, instrutor de rappel da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

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