São Paulo - Além de o Brasil ter ''entrado definitivamente na rota de shows internacionais'', o país se tornou um dos principais destinos do mundo para artistas pop do primeiro escalão.
''Com o aquecimento da economia e o aumento no poder aquisitivo do consumidor, nosso país passou a integrar agenda dos artistas mais conhecidos. Há cerca de três anos, quase todos os grandes artistas mundiais não deixam a América do Sul e, principalmente, o Brasil fora de suas turnês'', explica José Papa Neto, diretor artístico da produtora Time for Fun, que está trazendo novamente a banda Aerosmith.
Como os ingressos se esgotam em minutos pela internet e muita gente fica fora, esses artistas não só incluem o Brasil a cada turnê, como voltam para cá em tempo recorde. Paulo Fellin, diretor-geral do Rock in Rio, reconhece que o brasileiro está satisfazendo uma carência antiga de shows internacionais.
''Com certeza há uma demanda reprimida nessa equação'', diz. Ele também cita a ascensão social como um fator. ''Podemos dizer que 40 milhões de pessoas passaram a consumir mais.'' Na semana que vem, o Rock in Rio anuncia as atrações do dia extra, que acontece em 29 de setembro (várias agências de turismo ainda vendem entradas para os outros dias). Não se surpreenda se mais alguém que você já viu por aí estiver na escalação.

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