O Grupo Galpão está há 18 anos na estrada teatral, batalhou cegamente para se impor na arte, transformou-se num elenco respeitado e quando completou 15 anos enfeixou suas memórias no livro ‘‘15 Anos de Risco e Rito’’. A obra escrita por Carlos Antônio Leite Brandão é um luxo: repleta de fotos em cores e em preto e branco, registra desde os primeiros passos do grupo, em Belo Horizonte, até a montagem de ‘‘Um MoliSre Imaginário’’, que abriu o Festival de Teatro de Curitiba, no Teatro Ópera de Arame, em 1997.
O livro terá sessão de autógrafo neste domingo, às 19 horas, na Livrarias Curitiba Megastore do PollShop Estação, com a presença do autor. O público que assistiu às montagens da companhia nos últimos anos em Curitiba, a partir de ‘‘A Comédia da Esposa Muda’’ – que foi parar em Aurillac, na França – e ‘‘Corra Enquanto é Tempo’’ – uma crítica ao fanatismo religioso – vai se lembrar de outros momentos dos artistas mineiros na cidade.
Dois espetáculos inesquecíveis ficaram marcados na história do festival: ‘‘Romeu e Julieta’’ e ‘‘A Rua da Amargura’’. A tragédia de Shakespeare ganhou cores tropicais na montagem assinada pelo diretor Gabriel Villela. Eduardo Moreira e sua mulher Wanda Fernandes protagonizaram o casal de amantes. ‘‘Montagem definitiva’’, escreveu a crítica Barbara Heliodora, uma das maiores estudiosas da obra do dramaturgo inglês.
‘‘A Rua da Amargura’’ surgiu por sugestão de Villela. Apesar do texto ter origem na peça ‘‘O Mártir do Calvário’’, do carioca Eduardo Garrido, que fazia sucesso entre os grupos mambembes dos anos 30 e 40, veio à tona a religiosidade não só dos mineiros, mas universal. A história de Cristo contada e recontada numa estética circense foi um dos maiores sucessos e dos mais gratos momentos dos dez anos de Festival de Teatro de Curitiba.
‘‘Grupo Galpão ᖠ15 Anos de Risco e Rito’’, de Carlos Antônio Leite Brandão. Lançamento hoje, às 19 horas, nas Livrarias Curitiba Megastore do PolloShop Estação (antiga Estação Plaza Show). O livro custa R$ 30,00.

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