O conhecido dito popular infelizmente encontra ressonância na época da eleição. Longe do tempo em que o voto de cabresto era uma prática comum no Brasil, ainda podemos encontrar pessoas que não se constrangem em admitir que venderiam o próprio voto, como demonstra a pesquisa dos alunos do Colégio Aplicação.
Sem perceber o poder devastador de tal prática, que burla e contamina o direito básico da livre expressão e de cidadania, as pessoas favoráveis à venda de votos deixam de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e honesta.
A aluna Jéssica Cavalcante Cortez, 14 anos, gostou da experiência de entrevistar a população sobre política e uma das perguntas feitas por ela que mais geraram polêmica foi com relação ao salário dos vereadores. Ela afirmou que tem vontade de votar e que na sua família é comum falarem sobre o assunto, embora atualmente esteja sendo difícil conseguirem assistir juntos ao horário político.
Rafael Ribeiro Pantano, 15 anos, contou que tem um tio candidato a vereador e que sempre gostou de conversar sobre política com ele e seu avô. Adepto de uma visão mais otimista com relação à política, Rafael acredita que dá para ser honesto mesmo em um meio em que parece predominar a desonestidade. ''O importante é não se deixar influenciar, não ser omisso e ter coragem de denunciar casos de corrupção'', destacou.
Já a aluna Bruna Thaís Oliveira da Silva, 15 anos, comentou que sentiu durante a pesquisa que a maioria das pessoas não leva a sério a importância do voto e defende a informação como uma forma de mudar esse quadro: ''Quem não vota, não está dando a sua opinião, fazendo a diferença''.(A.P.N.)

mockup