Ozzy Osbourne faz turnê pelo Brasil
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de maio de 2018
Amanda Nogueira<br> Folhapress 

Aos 69 anos, sóbrio e sob os efeitos de meio século de carreira, Ozzy Osbourne percorre o mundo pela última vez em turnê. No domingo (13), o homem que moldou o heavy metal como a voz do Black Sabbath fez em São Paulo o primeiro de quatro shows solo da derradeira "No More Tours 2" no Brasil.
O nome remete a uma turnê feita há 26 anos, "No More Tours Tour" (sem mais turnês), lançada após o cantor receber um diagnóstico errado de esclerose múltipla e decidir largar a estrada, em 1992. Retornaria com "Retirement Sucks Tour" (aposentadoria é um saco) três anos depois.
"Não estou me aposentando, só não vou mais cair na estrada por longos períodos em turnês", afirma agora o cantor britânico em entrevista à reportagem. "Nunca estou em casa, estou sempre trabalhando, tenho netos que quero ver, tenho uma família, eu tenho que diminuir o ritmo."
Ao longo de décadas sob holofotes, Ozzy já incorporou de príncipe das trevas devorador de cabeças de morcegos a pai de família disfuncional com o reality show "Os Osbournes" (exibido no Brasil pela MTV e relembrado desde março em um podcast), mas afirma não se envolver com o que pensam dele. "A indústria da música é cheia de conspirações."
É de uma versão mais careta que ele se aproxima agora. "Quero apenas relaxar mais, sabe?", diz ele, que encontrou na pintura um escape à sobriedade de mais de cinco anos, disfarçada pela dicção arrastada e oscilante. "Fiquei bêbado por anos a fio, agora estou sóbrio todos os dias. Não gosto mais dessas coisas."
Quando está no palco, entretanto, personifica o terror e se transforma no Madman (louco), como também é conhecido. Suas apresentações são ambientadas com recursos audiovisuais e o trecho-hit de "Carmina Burana" na abertura.
No palco, Ozzy é acompanhado do guitarrista Zakk Wylde, do baixista Blasko, do baterista Tommy Clufetos e do tecladista Adam Wakeman.
Com o lançamento de "Sem Mais Turnês 2" - que deve se encerrar em 2020 -, os fãs parecem não estar convencidos de que será mesmo o fim. Até a conclusão desta edição, havia ingressos para os shows nas quatro cidades.
No Rio, a apresentação foi realocada, prática cada vez mais frequente na cidade. O show, que aconteceria na praça da Apoteose, com capacidade para cerca de 30 mil pessoas, migrou para a Jeunesse Arena, para até 18 mil pessoas.
Desde que foi anunciada, a turnê figurou em promoções de diversos formatos: compre um e leve dois, 60% de desconto e brinde por assinatura de revista. Os ingressos foram parar até em sites de compras coletivas.
Se uma nova turnê global está fora de seus planos, Ozzy não descarta um novo álbum e diz que está construindo um estúdio em sua casa para essa finalidade. "Vou pensar no assunto quando ele ficar pronto."
Qua. (16), às 21h.
Pedreira Paulo Leminski (Curitiba).
R$ 128 a R$ 650.
Sex. (18), às 21h.
Esplanada do Mineirão (Belo Horizonte).
R$ 120 a R$ 600.
Dom. (20), às 20h30.
Jeunesse Arena (RJ).
De R$ 140 a R$ 680.


