Ouvir a natureza é a prioridade
Ouvir a natureza é a prioridade
Jaime Borquez/DivulgaçãoLaguna Amarga reflete as torres e o Paine Grande
Ser um explorador da natureza nos confins da Patagônia é antes de tudo um exercício de liberdade. A princípio, a programação que prevê caminhadas de, no mínimo, 12 km em um só dia pode causar pavor no urbano sedentário. O ritmo, no entanto, é lento. Sem pressa, o visitante fica totalmente a vontade para parar quando quiser. No parque, ouve-se pouco a voz do bicho homem. Os guias falam apenas o necessário; seguem calados por trilhas onde os sons naturais são prioridade: o barulho do rio, o canto dos pássaros, o estrondo da avalanche de gelo no maciço de Paine ou mesmo o mais puro silêncio na contemplação de paisagens que parecem telas.
Os roteiros estão divididos em exploração suave, média e forte. Incluem caminhadas, navegação, cavalgadas, piqueniques e até churrasco. O programa do quincho aliás (quincho significa um cantinho para comer; é um galpão de madeira com um grelha e coifa no centro) é um dos mais saborosos. O churrasco de cordeiro com verduras é feito ao estilo da região de Magallanes, ou seja, assado inteiro e aberto. Depois, pode-se andar a cavalo pelos arredores. Os animais são muito mansos. Por isso, não se assuste com os despenhadeiros e o rio congelado logo abaixo. Relaxe e curta a paisagem.





