Outros papéis
Paralelamente ao seu trabalho como jornalista e entrevistadora, Marília conseguiu diversificar o modo com que o público acompanhava seu trabalho através da atuação. "Atuar é uma experiência única. É você se doar e se expor ao desconhecido", analisa.
Empolgada com os convites e personagens, Marília resolveu mostrar sua porção atriz de forma intensa. No período de 2004 a 2009, ela pôde ser vista em novelas como "Senhora do Destino" e "Duas Caras", além de ser uma das protagonistas da série "Cinquentinha", todas produções assinadas por Aguinaldo Silva e dirigidas por Wolf Maya. "Eles confiaram no meu trabalho, me deram força e eu fui lá me divertir", ressalta Marília, que, fora do núcleo de Wolf, ainda participou da minissérie "JK".
Com saudades de atuar, mas sem poder se envolver com a gravação de novelas e séries, Marília prepara-se para voltar ao teatro onde estreou em 2001 com "Esperando Beckett", de Gerald Thomas. A partir de um convite do diretor Jorge Takla, ela começa a ensaiar no final do ano e estreia no início de 2014 um novo espetáculo teatral. "É um projeto que me fez voltar a desejar estar nos palcos depois de uma frustrada experiência como produtora de teatro. Não vejo a hora de começar a ensaiar", afirma, fazendo segredo sobre maiores detalhes da peça.
No cantar
De voz rouca e grave, Marília Gabriela é cantora bissexta e já gravou três discos. Em "Marília Gabriela", de 1982, visitou canções conhecidas da música popular brasileira, como "Sampa", de Caetano Veloso, e "Da Cor do Pecado", de João Bosco. Dois anos depois, a convite da gravadora Som Livre, relançou o álbum, adicionando algumas faixas bônus. Por fim, após um hiato de 18 anos, Marília voltou aos estúdios para gravar "Perdida de Amor", álbum dedicado ao cancioneiro romântico de Dick Farney. "A melhor parte de fazer música é entrar no estúdio, experimentar arranjos e definir o repertório. Amo o processo de criação de um disco. É uma pena não poder me dedicar a isso tanto quanto gostaria", assume.





