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OUTROS LANÇAMENTOS
Nó na Garganta
O cineasta Neil Jordan que dirigiu ‘‘Traídos pelo Desejo’’ e ‘‘Michael Collins’’, deixa de lado os conflitos políticos da Irlanda para tratar de temas mais humanos. Em ‘‘Nó na Garganta’’, inspirado na obra de Patrick McCabe, o diretor conta a história do garoto Francie, que vive no limite entre a realidade e a fantasia. No início dos anos 60, Francie (numa excelente interpretação de Eamonn Owens) e seu amigo Joe (Alan Boyle) vivem num mundo de histórias de cowboys e aventuras alimentadas pela recente chegada da televisão numa pequena localidade da Irlanda. Para fugir do conturbado ambiente familiar, onde o pai é alcoólatra e a mãe caminha lentamente para a loucura, Francie começa a desenvolver certas manias, tornando-se cada vez mais introspectivo e fragilizado. Desprezado por toda a cidade, sua frustração com a crueldade do mundo é total. Quando está prestes a explodir, tem uma estranha visão da Virgem Maria (interpretada por Sinead O’Connor), que lhe dirige palavras reconfortantes. Uma fita estranha, porém intrigante. Lançamento da Warner Vídeo. Duração: 110 minutos.


DivulgaçãoA Proposta
Drama sem muito brilho, mas com boas tiradas, primorosa reconstituição de época e um elenco estelar: William Hurt, Kenneth Branagh e Madeleine Stowe. A história se passa em 1935, em Boston. O casal de milionários Arthur Barret e Eleonor vive feliz, mas não completamente. Ele é estéril e não pode dar um herdeiro para a família. Para resolver o problema, o casal decide contratar um jovem para dormir uma noite com Eleonor e gerar uma criança. É a partir daí que as coisas começam a desandar. O jovem se apaixona perdidamente pela mulher e ameaça contar tudo à sociedade local. Amor, paixão e assassinato são os ingredientes de ‘‘A Proposta’’, um filme pouco convincente, mas que prende a atenção do telespectador que gosta de dramas fortes. A direção de Leslie Linka Glatter, que fez ‘‘Raízes do Poder’’ e ‘‘Agora e Sempre’’, é sensível e bem conduzida. A história é repleta de reviravoltas que ganham uma dimensão mais realista graças à competência do elenco. Lançamento da Warner Vídeo. Duração: 112 minutos.

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La Serva Padrona
Mais que um filme bem-feito, ‘‘La Serva Padrona’’ é um verdadeiro milagre do cinema brasileiro. Com um orçamento reduzido em apenas 350 mil dólares, a diretora Carla Camurati criou um universo mágico de diversão e fantasia, utilizando apenas três atores: os cantores líricos Sylvia Klein e José Carlos Leal, e o ator Thales Pan Chacon, em seu último papel. O filme é carinhosamente dedicado a ele. Baseado na ópera cômica ‘‘La Serva Padrona’’, composta por Giovanni Battista Pergolesi, o filme é uma divertida e singela história sobre um burguês solteirão, que está cansado dos mandos e desmandos de sua criada Serpina. Tentando terminar com a ditadura da empregada, ele decide se casar. E quem se apresenta como a mulher ideal é justamente a própria Serpina, disposta a tudo para conquistar o coração do patrão. ‘‘La Serva Padrona’’ tem um acabamento técnico primoroso, mas não chega a empolgar. Só não é mais cansativo porque é um filme curto. Na verdade, é um modesto registro que a cineasta fez da ópera-bufa de Pergolesi. Lançamento da Europa Vídeo. Duração: 70 minutos.


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Pânico 2
Esta aguardada sequência de ‘‘Pânico’’, trilher assustador e satírico de 1996 que, além de fazer muito sucesso nas bilheterias, remexeu com o gênero suspense sangrento, é um pouco pior que o original. Dirigido pelo cineasta Wes Craven, o filme traz no elenco Neve Campbell, Courtney Cox e David Arquette com suas interpretações pouco convincentes. Sobre a história de ‘‘Pânico 2’’ não tem muito o que contar ou analisar, pois tudo é mera repetição de uma fórmula que, infelizmente, tem dado certo nas bilheterias. A exemplo de ‘‘Lenda Urbana’’, o filme é uma overdose de assassinatos sanguinários, violência coreografadas, pistas falsas, sustos calculados, citações cinematográficas e, é claro, o inevitável final surpresa. O lamentável é ver David Arquette, um bom ator, que teve uma boa interpretação em ‘‘Johns’’, desperdiçar seu talento numa produção tão bobinha. Lançamento da Paris Filmes. Duração: 122 minutos.

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