Outros filmes do diretor
Outros filmes do diretor
-A Malvada (All About Eve, 1950) - com Bette Davis (inesquecível), George Sanders (grande atuação no papel do crítico De Witt), Anne Baxter, Celeste Holm, Thelma Ritter, Cary Merrill, Hugh Marlowe, Gregory Ratoff e, numa ponta, Marilyn Monroe. Magnífico roteiro, diálogos afiadíssimos, humor e crueldade. A Malvada levou quatro Oscars: melhor filme, roteiro, direção e ator coadjuvante (Sanders). Bette Davis e Anne Baxter concorreram ao de melhor atriz, mas perderam para a Judy Holliday de Nascida Ontem.
- Júlio César (Julius Caesar, 1953) - com Marlon Brando, James Mason, Edmond OBrien, John Gielgud, Greer Garson e Deborah Kerr. Grande elenco, grande adaptação da peça de Shakespeare, com roteiro do próprio Mankiewicz. Brando, ótimo no papel de Marco Antônio; Gielgud (ator shakespeariano por excelência) e Mason, exuberantes. O filme foi premiado com o Oscar de direção de arte. Merecia outras estatuetas.
- A Condessa Descalça (The Barefoot Contessa, 1954) - com Humphrey Bogart, Ava Gardner e Edmund OBrien (premiado com o Oscar de coadjuvante). Ava é a dançarina espanhola transformada em grande estrela cinematográfica. Uma crítica incisiva ao antigo star system hollywoodiano.
- Eles e Elas (Guys and Dolls, 1955) - com Frank Sinatra, Marlon Brando e Jean Simmons. Musical valorizado pelas canções de Frank Loesser (em especial The Oldest Established, interpretada por Sinatra, e A Woman in Love, cantada por Brando) e as coreografias de Michael Kidd (de Sete Noivas para Sete Irmãos). A história também é atraente: um gângster aposta com o dono de uma espelunca que conseguirá fazer com que uma garota do Exército da Salvação se apaixone por ele.
- Cleópatra (Cleopatra, 1963) - com Elizabeth Taylor, Richard Burton, Rex Harrison, Roddy MacDowall e Pamela Brown. Mais um Mankiewicz de tom épico. Superprodução atribulada: durante as filmagens, Elizabeth Taylor quase morre por causa de uma pneumonia, mas recupera-se a tempo de iniciar um romance com Burton. O filme recebeu as estatuetas da Academia para fotografia, direção de arte, efeitos especiais e figurinos.
-Trama Diabólica (Sleuth, 1972) - com Laurence Olivier e Michael Caine. Também exibido no Brasil com o título Jogo Mortal, traz Olivier no papel de um escritor de histórias de mistério disposto a enlouquecer, por meio de jogos e armadilhas, o amante de sua mulher (Caine). Roteiro inteligentíssimo, diálogos brilhantes, direção primorosa e grande duelo de interpretações entre os dois atores centrais.





