Raoni Carneiro é avesso a qualquer tipo de limitação artística. Ator, diretor, produtor, cantor e músico, ele admite que é a partir da junção de todas essas facetas que consegue se sentir realizado no trabalho. ''Desde as primeiras aulas de teatro e de violão eu carrego essa curiosidade pela arte como um todo. Dirigir e produzir me dão certa independência. Na mesma medida, atuar melhora minha postura como cantor'', analisa o intérprete do Sebastião, de ''Aquele Beijo''.
Natural de São Bernardo do Campo, cidade do ABC Paulista - mas criado em Itapetininga, sudoeste do estado de São Paulo -, Raoni sempre teve o apoio da família para seguir seus objetivos. No entanto, com medo das inconstâncias da carreira, o ator teve de prometer aos pais que não deixaria de estudar. ''Eles queriam garantir meu futuro. Acabou que fiz faculdade de Letras e Direito. Estava quase me formando, quando os compromissos na tevê e no teatro me levaram para o caminho que eu sempre desejei'', valoriza o ator de 30 anos, que é casado com a atriz Fernanda Rodrigues.
Próximo do final da atual novela das sete, Raoni já começa a sentir saudades do folhetim de Miguel Falabella. ''Gostei muito da trajetória do meu personagem. O Sebastião teve de enfrentar seus problemas de frente. Ele era um sujeito bem 'vida mansa', que foi amadurecendo ao longo da trama'', destaca.
Entre os planos para depois de ''Aquele Beijo'', Raoni vai se concentrar na divulgação de ''Na Volta Que o Mundo Dá'', primeiro álbum de sua banda, a Trupe. E por fim, planeja reestrear nos palcos do Rio de Janeiro e São Paulo as peças ''Fica Frio'' e ''Onde Está Você Agora?'', nas quais assina a direção. ''Não dá e nem quero ficar parado'', torce.

Nome: Raoni Carneiro.
Nascimento: 23 de novembro de 1981, em São Bernardo do Campo - SP.
O primeiro trabalho na tevê: ''A primeira vez é sempre inesquecível. Foi em 2002, no seriado 'Sandy & Junior'''.
Interpretação memorável: Raul Cortez em ''Rei Lear'', de William Shakespeare. ''Era uma aula de atuação''.
Um momento marcante na carreira: ''Quando fiquei sabendo que havia passado no teste para fazer a minha primeira novela''.
Sua atuação inesquecível: ''No espetáculo 'Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu', de Carlos Alberto Sofredini. Era um drama bem construído e meu personagem era um sujeito muito ambicioso''.
Ao que gosta de assistir na tevê: ''Adoro programas de esporte e documentários''.
Ao que nunca assistiria: ''Programas de fofoca''.
O que falta na tevê: ''Nada falta e nada sobra. Televisão é entretenimento. Não gosta, muda de canal''.
Ator: Tony Ramos.
Atriz: Marília Pêra.
Cena inesquecível na tevê: ''A chegada dos imigrantes italianos em 'Terra Nostra' (1999) é extremamente bem-feita e emocionante''.
Personagem mais difícil de compor: ''O Lologico, da peça 'Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu'. Com ele ganhei meu primeiro prêmio''.
Melhor bordão da tevê: ''Fui'', do personagem Lulu, de Eri Johnson, em ''Barriga de Aluguel'', de 1990.
Com quem gostaria de contracenar: Al Pacino.
Novela preferida: ''Que Rei Sou Eu?'', de Cassiano Gabus Mendes, exibida em 1989.
Que novela gostaria que fosse reprisada: ''Seria muito bom assistir a 'Que Rei Sou Eu' de novo!''.
Livro de cabeceira: ''A Mecânica do Coração'', de Mathias Malzieu.
Diretor favorito: Woody Allen.
Filme: ''Sou fascinado pelos filmes do Woody (Allen). Impossível eleger apenas um''.
Medo: ''Do fim da vida. Essa ideia de que tudo tem fim me deixa angustiado''.
Projeto: ''Preciso terminar as coisas que comecei em 2011. A novela está acabando, mas quero continuar na tevê. Além disso, investir no teatro, e na minha banda, a Trupe. Acabamos de lançar um álbum e vamos trabalhar essas músicas durante o ano''.

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