Há várias razões para uma visita a Estocolmo, capital da Suécia. A cidade é cheia de magia, elegância e movimentação social e cultural. Tanto que, em 1998, foi conferido a ela o título de capital cultural da Europa. Rica em cenários exuberantes, a região fica ainda mais charmosa com a chegada do outono. Além de bonita, Estocolmo é animada. E não é apenas pelo fato dos suecos adorarem beber. A própria cidade é assim... descontraída.
A fundação de Estocolmo aconteceu em 1252, com o objetivo de barrar a entrada de barcos piratas provenientes do Mar Báltico. A cidade, considerada a mais bela capital da Escandinávia, é formada por um arquipélago de 24 mil ilhas - a região central da cidade é integrada por 14 delas. Muitas ilhas da comarca não são habitadas, outras guardam ruínas de centenas de anos. Pontes e túneis fazem a ligação entre a maioria das ilhas, banhadas pelo Malaren, lago absolutamente limpo, que se une com o Mar Báltico. Os turistas, especialmente os brasileiros, ficam admirados com a pureza das águas do Malaren, onde se pesca tranquilamente até no centro da cidade. É interessante conhecer este roteiro, que pode ser elaborado com o auxílio do Serviço de Informações Turísticas (Stockholm Information Service).
O ponto central é Norrmalm. É lá que fica a principal rua comercial, a Drottninggatan. No inverno, a dica é patinar num ringue de patinação ao ar livre, no centro da cidade. Uma oportunidade para fazer amizade, pois os suecos só parecem reservados, na verdade pode-se fazer bons amigos por lá. A maior loja de departamentos da Suécia é a NK, na Rua Hamngatan, perto da Casa da Suécia. Outras lojas de departamentos bem conhecidas, como a Ahléns e a PUB, ficam na região da Praça Hotorget.
ReproduçãoA capital sueca foi fundada em 1252: construções antigas no centro da cidade lembram outras capitais européiasNa Birger Jarlsgatan está instalado o famoso Teatro Dramático Real (Royal Dramatic Theater). O roteiro cultural pode ter continuidade na região vizinha de Ostermalm, na Biblioteca Real (Royal Library) e no Museu de História (Museum of History). O Medelhavsmuseet (acesso pela estação de metrô Kungstradgarden, na Rua Fredsgatan, nº 2) conta, através de suas peças, um pouco da História da civilização mediterrânea e da região islâmica. Destaque para o setor egípcio, com múmias e estátuas originais, e para a Cyprus Collections. A coleção de esculturas em argila foi descoberta entre 1927 e 1931, no Chipre, por uma equipe de arqueólogos suecos - Swedish Cyprus Expedition. As esculturas datam de 600 a.C.
Para conhecer um dos símbolos da cidade, vá até a Kungsholmen onde fica o prédio da prefeitura, o Stadshuset (metrô T-centralen - na Radhuset). Passeios guiados, em espanhol, inglês e sueco (em horários alternados), mostram aos turistas um ambiente mesclado de luxo e tradição que, apesar de sua fachada parecer muito antiga, só tem 65 anos. Inaugurado em 1923, em comemoração aos 400 anos de expulsão das tropas dinamarquesas que ocupavam o país, tem um amplo salão interno com uma fonte.
Na Galeria do Príncipe pode-se contemplar obras de arte expostas em meio a afrescos e lustres de cristal, colunas de granito e detalhes em estilo gótico. O Salão de Ouro, como o próprio nome já diz, é luxuoso e exibe um mosaico maravilhoso, com 19 milhões de azulejos de ouro. O Salão Azul é o mais movimentado, onde se realiza a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel, em dezembro. O destaque aqui fica para um gigantesco órgão, controlado por computador. É permitido aos turistas assistirem a sessões na Salão da Assembléia Municipal. Para isso, é necessário agendar o dia no escritório oficial de turismo, ali mesmo no Stadshuset. Depois, siga até a Igreja Riddarholmen (Riddarholmskyrkan), onde estão os corpos dos reis Gustavo Adolfo e Carlos XII, além de outras autoridades suecas.

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