Ouro Verde terá palco flutuante
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quinta-feira, 14 de novembro de 2002
Francelino França<br> Reportagem Local 
O projeto Velho Cinema Novo, do governo do Paraná, prevê a reforma de 13 cinemas no Estado. O Cine-Teatro Ouro Verde está incluído no projeto governamental e as reformas estão em fase de conclusão, dentro do cronograma previsto. O projeto tem um custo de R$ 3 milhões. Até o fim do mês, o espaço poderá ser entregue à comunidade, mas a reinauguração, provavelmente, aconteça em 26 de dezembro, data ainda não confirmada pela Secretaria Estadual de Cultura.
O Cine-Teatro Ouro Verde tem procedência nobre, pois leva a assinatura de Villanova Artigas no projeto original. Além disso, a edificação é tombada pelo Patrimônio Histórico do Paraná. Um orçamento maior permitiria a compra de terrenos adjacentes, o que o aproximaria ainda mais do projeto original de Artigas, com um boulevard nos arredores.
Segundo informou o arquiteto responsável pelo projeto, o professor universitário Humberto Yamaki, todos os ítens previstos inicialmente estão sendo executados, destacando-se entre eles, os novos camarins, elevadores e instalações sanitárias para deficientes, sistema de ar-condicionado, novos geradores, sonorização, cenotécnica, substituição da fiação elétrica entre outros. O palco será ''flutuante'', dotado de sistema de amortecimento. Yamaki, no entanto, não listou nos ítens o Cyber Café, que ficaria localizado no hall de entrada do Ouro Verde.
Como edificação tombada pelo Patrimônio Histórico, a obra contou com o aval da Curadoria do Patrimônio Histórico do Estado. Durante a reforma, de acordo com Yamaki, os responsáveis pela entidade visitaram a obra várias vezes. ''Procurou-se no projeto, resgatar a especialização de Artigas, bem como a recuperação de detalhes originais. Vale ressaltar que em alguns locais haviam várias paredes sobrepostas às originais. Cores originais foram resgatadas e luminárias foram restauradas. Foram sanados também problemas de infiltração'', destaca o arquiteto.
Humberto Yamaki alegou que ''a Construtora deveria ter em seu quadro funcional, arquitetos responsáveis pelas obras de execução durante todo o período da obra''. Mas o engenheiro responsável, Jefferson Alarcão, afirma que a arquiteta Gicele Portela participou do quesito restauro durante a reforma. Sobre o projeto, o engenheiro afirmou que ''não houve alteração de custo, e sim pequenas alterações no processo de execução''. Alarcão disse ainda que procurou compatibilizar custos/benefícios no processo de recuperação do local.
O diretor da Casa de Cultura, da UEL, Kennedy Piau, ainda não foi informado oficialmente sobre a reinauguração do Ouro Verde. Sobre a alternativa dos projetores digitais, substitutos dos projetores de película, eles não atendem às necessidades do Ouro Verde, constata Piau. A programação do cinema privilegia a produção fora do circuito comercial. ''Temos uma política definida, da quale não podemos abrir mão. Não justifica estarmos competindo com o mercado'', afirma Piau, ao se referir à programação de filmes. Segundo ele, com o equipamento digital, não poderia atender essa filosofia. Há ainda especificações técnicas a respeito desse equipamento, desconhecidas pela Casa de Cultura.


