Ouro Verde é o ''quebra-galho''
Transformado em Cine-Teatro em 1986, o Ouro Verde é, até hoje, o grande e precioso quebra-galho de Londrina. Com 897 lugares, o espaço recebeu no ano passado 7.988 pessoas para 23 apresentações teatrais. Administrado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), o Ouro Verde dispõe de 60 refletores, som de cinema, mesas de luz e de som, quatro camarins e palco de 12 x 10 metros (14 m de altura). Segundo o técnico Edson Teodoro, a sala requer equipamento de som para teatro e precisa melhorar a qualidade e a quantidade de refletores, cortinas, coxias e camarins.
O outro teatro oficial da cidade, o Zaqueu de Melo (administrado pela Secretaria Municipal da Cultura), tem 198 lugares e foi o que mais recebeu atrações teatrais no ano passado - 95 apresentações de 54 espetáculos. O público chegou a 13.067 pessoas.
Fundado em abril de 1985, O Zaqueu de Melo era a antiga sala do Tribunal do Júri do Fórum de Londrina. Depois de adaptado, tornou-se um espaço destinado aos novos grupos de teatro amador. Atualmente, tem dois camarins, uma mesa de luz de 12 canais, 21 refletores, uma mesa de som, equipamento mono-tape-deck com CD, quatro caixas de som, palco de 10 x 4 metros e 4,5 m de altura.
Mesmo com as deficiências técnicas, o Zaqueu de Melo é um dos mais procurados pelos grupos locais. Por não se cobrar aluguel, a agenda do teatro é bastante disputada. O Ouro Verde é grande demais e não temos público para temporadas. Sem contar os camarins e coxias que são muito ruins. Já o Zaqueu de Melo é um teatrinho legal, que merece mais estrutura, aponta o diretor Wagner Donadio.
Mas o local preferido de Donadio é o Núcleo I, um espaço alternativo adaptável a diversas montagens e que tem uma arquibancada que comporta até 100 pessoas. Tem 64 refletores, mesa de luz de 24 canais, equipamento de som tape-deck/CD/rolo, mesa de som de seis canais e quatro caixas de som.
De acordo com Rachel Balekian, responsável técnica do Núcleo, uma parceria com a UEL facilitou o custo para os grupos, que pagam somente uma taxa de manutenção para usar o espaço. Criado em 1989, o Núcleo I recebeu no ano passado 18 companhias em 46 apresentações. (J.S.)





