Agliberto Lima/AE
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PatrimônioOuro Preto, considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, abriga um dos mais completos e importantes modelos arquitetônicos do período barroco de todo o mundo.Ouro Preto já vive o clima dos 300 anos. A cidade promete comemorar com muita festa e música o aniversário, haverá pelo menos um grande evento por mês, a partir do segundo trimestre. Mas, por enquanto, o que se tem de certo, são os concertos gratuitos da Filarmônica Nova, regida pelo maestro Sílvio Viegas. De abril a dezembro, a orquestra deverá fazer nove apresentações, a maioria ao ar livre, sendo um programa diferente a cada apresentação. A Secretaria de Turismo de Ouro Preto ainda não tem a programação completa das festividades.
Ouro Preto é uma das cidades coloniais de maior destaque, recentemente passou por uma grande restauração. O projeto, recuperou boa parte dos monumentos históricos, como igrejas barrocas, museus e também obras de Aleijadinho. Este talvez, tenha sido o maior presente para a cidade, e para os brasileiros. As obras de restauração exigiram investimentos de mais de US$ 10 milhões. Ouro Preto, considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, abriga um dos mais completos e importantes modelos arquitetônicos do período barroco de todo o mundo.
Localizada na Serra do Espinhaço, a 1.071 metros de altitude, e a 96 quilômetros de Belo Horizonte, a cidade ainda consegue retratar como eram as principais cidades de Minas Gerais durante a corrida do ouro, no século 16. Ela integrava o circuito do ouro, juntamente com as cidades de Congonhas do Campo, Mariana e Sabará. A extração do ouro negro, mais valioso do que o branco, teve seu auge entre os anos de 1725 e 1750. Em 1833, a antiga Vila Rica foi elevada à condição de cidade, tornando-se, posteriormente, capital da província. Chegou a ser a maior cidade das Américas, com uma população bem maior do que Nova York.
Para conhecer bem Ouro Preto, esqueça o carro. É caminhando pelas ruas que se tem a noção exata do rico passado, escondido entre fachadas, ruas e becos. Um dos monumentos mais visitados fica no bairro do Alto da Cruz. É a igreja de Santa Efigênia, erguida pelos escravos da tribo de Chico-Rei, que teria sido um rei africano que, graças ao ouro extraído da mina, teria comprado sua liberdade.
Outro importante monumento é a igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, grande representação do barroco nacional, localizada no bairro de mesmo nome. O turista também poderá conhecer antigas minas de ouro, entre elas, a do Chico-Rei.
Também vale a pena conhecer outros pontos turísticos, como a Casa dos Contos (1783), a Casa de Tomás Antônio Gonzaga, a Escola de Minas, o Chafariz e a ponte de Marília (1758), o chafariz em frente ao Museu da Inconfidência, Casa dos Inconfidentes, o Teatro Municipal (1746/1769), a Casa da Baronesa (século 17), Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Brancos, Matriz Nossa Senhora da Conceição, Igreja Santo Efigênia dos Pretos, Igreja Nossa Senhora de Nazaré, Igreja Nossa Senhora do Carmo (com esculturas de Aleijadinho). E o passeio não estará completo sem visitar pelo menos alguns museus. Destaque para o do Aleijadinho, o da Redução, de Amarantina, de Arte Sacra do Campo, a Casa Guignard e a Fundação de Arte de Ouro Preto.

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