''Osuel não corre o risco de acabar''
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de janeiro de 1999
Jackeline Seglin 
Depois de ter dois projetos reprovados pela comissão de avaliação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (Osuel) não cruzou os braços e, rapidamente, encaminhou os mesmos orçamentos para a Lei Rouanet, em Brasília.
O diretor da Casa de Cultura da UEL, Alcides Carvalho, explica que os dois projetos foram levados pessoalmente a Brasília na semana retrasada. Com a aprovação, que é quase certa, buscaremos patrocínios via imposto de renda das empresas e poderemos assegurar alguns recursos para este ano, comenta.
Sobre o risco de uma possível desmobilização da orquestra - por falta de pagamento do salário dos músicos, por exemplo - o diretor da Casa de Cultura diz não existir essa possibilidade. Ele adiantou que o Governo do Estado, através da UEL, vai garantir o pagamento e também um percentual de produtividade para a Osuel. Além disso, estamos confiantes na sensibilidade da Secretaria de Cultura e do prefeito em ajudar a orquestra. A gente conta com esse apoio, tendo em vista o trabalho que a Orquestra se propõe: atender escolas municipais e estaduais através dos concertos didáticos. Pretendemos intensificar essas atividades e garantir o apoio da prefeitura, observa.
Alcides Carvalho salienta que a resposta à reprovação dos projetos na Lei Municipal será mais trabalho em busca de incentivo em outras áreas. Faremos também visitas a empresas no intuito que elas contribuam espontaneamente. A Osuel pretende cobrar cachês para alguns concertos que possam ser financiados por instituições, criando um fundo de manutenção. Nos vemos, ainda, na contingência de passar a cobrar da população o ingresso no valor de R$ 1 ou R$ 2 nos concertos da Osuel, antecipa.
Depois de uma conversa com o reitor e o vice-reitor da UEL, Alcides Carvalho disse que a universidade vai se empenhar para que os gastos de manutenção também sejam garantidos. Além dos salários, a orquestra tem custos altos com cachê e hospedagem dos convidados e aquisição de instrumentos, partituras e estantes novas, além das viagens da orquestra, que agora serão custeadas com os cachês das apresentações.
A Sociedade de Amigos da Osuel continuará, segundo o diretor da Casa de Cultura, o seu trabalho de apoio à orquestra, buscando patrocínios junto a empresas através da Lei Rouanet.


