O compositor mineiro Edmundo Villani-Côrtes será o convidado especial do concerto de hoje da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (Osuel). Sob regência da maestrina cubana Elena Herrera, a Osuel vai homenageá-lo apresentando duas peças de sua autoria: Djopoi (oferenda, em tupi) e o Concerto para Trompete e Orquestra, que terá como solista o trompetista Cícero Cordão. Também integra o programa a Sinfonia nº 2 de Johannes Brahms. A apresentação acontece no Teatro Ouro Verde, a partir das 20h30. A entrada é livre.
Villani-Côrtes, 78 anos, é um dos mais produtivos compositores brasileiros da atualidade, com 300 obras gravadas em mais de 40 CDs no mundo todo. Suas composições vão desde obras para instrumentos solistas a canto solo, coro, conjuntos de câmara e orquestras sinfônicas, e incluem uma ópera, uma sinfonia, um Te Deum e várias canções.
Ao mesmo tempo que tem em seu currículo aulas de composição com Camargo Guarnieri e Koellreutter, também já trabalhou como arranjador em trilhas e jingles, participou de orquestras como a da extinta TV Tupi e acompanhou cantores como Maísa e Altemar Dutra em shows internacionais. Villani-Côrtes venceu vários concursos no decorrer de sua carreira, e foi cinco vezes premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (Apca).
Nas obras que integram o concerto desta noite, é visível a influência da cultura e dos ritmos brasileiros, característica marcante de seu trabalho - embora ele nunca tenha se preocupado em ser nacionalista. ''O pessoal que assume a escola nacionalista tem uma preocupação em incluir temas folclóricos e ritmos brasileiros, e eu nunca tive essa preocupação. Minha música sai com essa cara porque eu sou nascido e criado no Brasil, é natural'', revela.
Djopoi é um de seus trabalhos mais conhecidos e elogiados. ''É uma música alegre, viva, meio festiva'', explica o compositor. Já o concerto para trompete e orquestra foi composto a pedido de um trompetista amigo seu. ''Como nunca tinha feito uma música para Minas Gerais, compus o Ponteio para as Alterosas e esse ficou sendo o primeiro movimento. Os outros são o Aquífero Guarany, sobre essa reserva de água que dizem que pode ser a salvação da humanidade, e Valsa Rancheira, em homenagem ao Rio Grande do Sul. Então ficou um concerto dedicado ao Brasil de Norte a Sul'', relata.

Serviço:
Quando - 22 de maio, às 20h30
Onde - Teatro Ouro Verde
Quanto - entrada livre

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