A Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (Osuel) sobe ao palco do Teatro Ouro Verde, na sexta (6) e no sábado (5), às 20 horas, para apresentar mais uma série da Temporada Ouro Verde 2026. Sob regência do maestro norte-americano Jacob Harrison, e com participação do violoncelista Lucas Barros, os concertos reúnem obras de Mozart, Schumann e Schubert em um programa que percorre diferentes dimensões do classicismo e do romantismo alemão. Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pelo site oficial da Osuel:https://osuel.pagtickets.com.br/

O norte-americano Jacob Harrison rege o concerto no Teatro Ouro Verde
O norte-americano Jacob Harrison rege o concerto no Teatro Ouro Verde | Foto: Divulgação

A noite tem início com "Così fan tutte" (“Assim fazem todas”), de Wolfgang Amadeus Mozart, uma das aberturas de ópera mais brilhantes e celebradas de todos os tempos. Composta em 1790, a obra abre a última das três grandes óperas escritas em parceria com o libretista Lorenzo Da Ponte e condensa em poucos minutos a ironia e a leveza que marcam a trama sobre fidelidade e traição amorosa. Segundo registros históricos, Mozart chegou a ensaiar a ópera em sua própria casa, reunindo amigos como Joseph Haydn e os cantores do elenco, entre eles, a própria amante de Da Ponte.

Na sequência, a orquestra apresenta o destaque da noite, o Concerto para Violoncelo em Lá menor de Robert Schumann. Composta em 1850, em apenas duas semanas, no auge criativo do compositor, a obra jamais foi executada em vida por Schumann. Os três movimentos são apresentados sem interrupção, conectados por uma passagem de transição que retoma o tema da abertura. No segundo movimento, o violoncelo solista dialoga em dueto com o primeiro violoncelo da orquestra, um momento de particular beleza e intimidade.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

A interpretação contará com a participação de Lucas Barros, um dos principais violoncelistas brasileiros de sua geração. O músico, que acumula premiações nacionais e internacionais, fará sua estreia como solista na Osuel. “É uma alegria muito especial recebê-lo em Londrina. Lucas é um intérprete que reúne virtuosismo, maturidade e profundidade expressiva, qualidades que dialogam de forma muito natural com o universo do Concerto para Violoncelo de Schumann”, afirma o diretor artístico e regente titular da Osuel, Rossini Parucci.

Para encerrar o programa, a Osuel traz a Sinfonia nº 5 em Si bemol Maior, de Franz Schubert. Composta em 1816, quando o compositor tinha apenas 19 anos, a obra é considerada por estudiosos como a mais "romântica" dentre as primeiras cinco sinfonias de Schubert. Concebida como uma homenagem ao período clássico e caracterizada pela instrumentação reduzida e atmosfera luminosa, a sinfonia combina elegância, transparência e delicadeza, tornando-se uma das obras mais celebradas da juventude do compositor austríaco.

Lucas Barros, violoncelo principal da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, é o solista convidado
Lucas Barros, violoncelo principal da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, é o solista convidado | Foto: Divulgação

REPERTÓRIO REFINADO

Parucci comenta que Schumann e Schubert, embora sejam dois dos compositores mais importantes da história da música, aparecem com menos frequência nas temporadas brasileiras. “No caso da Sinfonia nº 5 de Schubert, estamos falando de uma obra de extraordinária beleza e refinamento. Ela revela um Schubert muito jovem, profundamente influenciado por Mozart, mas já com uma personalidade melódica única. É uma obra que merece ser ouvida mais vezes justamente por sua elegância, transparência e capacidade de emocionar sem recorrer a grandes efeitos”, explica.

Já o Concerto para Violoncelo de Schumann, segundo Rossini, é uma das obras-primas do repertório para o instrumento. É uma obra profundamente lírica, poética e introspectiva, em que solista e orquestra constroem juntos uma narrativa musical de enorme riqueza expressiva. “Para a Osuel, é importante equilibrar obras muito conhecidas pelo público com peças que, embora menos frequentes em nossas temporadas, representam momentos fundamentais da história da música e merecem ser redescobertas”, observa.

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REGENTE INTERNACIONAL

Nesta série, a direção musical do concerto estará a cargo do maestro norte-americano Jacob Harrison, Professor Associado de Regência e Diretor da Texas State Symphony Orchestra, na Texas State University. Com destacada atuação nos Estados Unidos, Harrison desenvolveu carreira como regente convidado, educador e diretor de produções operísticas, tendo colaborado com instituições como Phoenix Symphony, Ballet Arizona e Chattanooga Symphony and Opera.

Os ingressos para os concertos desta série variam de R$ 20 a R$ 30 a meia-entrada, e de R$ 40 a R$ 60 a entrada inteira, dependendo do setor, e já estão à venda.

* Com assessoria.

SERVIÇO:

Concerto da Orquestra Sinfônica da UEL – Série Arábica

Quando: sexta (5) e sábado (6)

Horário: 20 horas

Onde: Teatro Ouro Verde (Rua Maranhão, 85 – Centro)

Ingressos: https://osuel.pagtickets.com.br/

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