Thriller policial sobre serial killer tem no elenco dois premiados com o Globo de Ouro
O lançamento nacional já estava mesmo nas previsões da Columbia para as próximas semanas, mas a cerimônia de entrega do Globo de Ouro no último domingo deu um derradeiro empurrãozinho no cronograma da distribuidora. Justifica-se a estratégia: à frente do elenco de ‘‘O Colecionador de Ossos’’ (veja a programação de cinema nesta página) estão Denzel Washington e Angelina Jolie, dois agraciados com o prêmio conferido pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros em Hollywood. Ele por ‘‘The Hurricane’’, ela por ‘‘Girl, Interrupted’’. É sempre um apelo suplementar, ainda mais quando se sabe que ‘‘The Bone Collector’’ é mais um exemplar do filão ‘‘assassino sociopata em série’’, com a violência e o suspense habituais. A diferença pode estar na substância e no comportamento dos dois personagens centrais.
Washington é Lincoln Rhyme, um brilhante detetive que tem 93 por cento do corpo paralisado depois de uma queda. Angelina Jolie é Amelia Donaghy, uma esperta policial de rua. Em algum lugar, à espreita da próxima vítima, o personagem-título, o serial-killer colecionador de ossos. Para conseguir prender o criminoso, os dois policiais vão formar uma dupla composta por um cérebro privilegiado (dele), e olhos, ouvidos e pernas(dela). Eles têm que agir rápido e certo, para tentar encurtar a carreira do assassino.
Denzel Washington foi escolhido por Martin Bregman (aqui somente como produtor) atendendo a dois pressupostos. Primeiro, segundo Bregman, o projeto exigia um ator de reconhecida competência; ao mesmo tempo era necessário um astro, e Washington preenchia ambos os requisitos. ‘‘Não havia muitos atores na faixa dos 40 para interpretar Lincoln Rhymes. Eu poderia contar em três dedos. E num dos dedos estaria sempre Denzel’’, afirma o produtor. Para o ator, é o papel mais fascinante de sua carreira. E um dos mais difíceis: ‘‘Interpretar uma pessoa com o corpo quase inteiramente inerte é um desafio para qualquer ator. Na profissão, o corpo é um instrumento de trabalho, e neste caso você precisa trabalhar com a alma’’.
A principal parte feminina do argumento, segundo Bregman, foi relativametne fácil de conseguir. ‘‘A patrulheira Amelia, talentosa no dia-a-dia das ruas mas frustrada na vida pessoal, certamente oferecia a qualquer atriz uma composição rica de nuances. Quando vi Angelina Jolie atuar nos telefilmes ‘Gia’ e ‘George Wallace’, não houve mais ninguém que eu quisesse para o papel. Ninguém era tão excitante quanto ela’’. E o produtor vai mais longe: ‘‘Angelina pode vir a ser uma das melhores atrizes a trabalhar em Hollywood durante os próximos 20 anos.
Para dirigir ‘‘O Colecionador de Ossos’’ foi contratado Philip Noyce, já com trânsito em filmes de ação (‘‘O Santo’’). Noyce observou quatro histórias diferentes reunidas num só argumento: ‘‘É uma história de amor. É um thriller. É uma história policial. E é uma história de ressurreição. Duas pessoas que se perderam de repente se encontram e, finalmente, encontram um no outro a vontade de viver’’. (CELJ)

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