Oscar será cenário dos pacifistas
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quinta-feira, 20 de março de 2003
Anna Cuenca<br> France Presse 
Hollywood, EUA - Mais preocupadas este ano com a guerra contra o Iraque do que com as honras cinematográficas, muitas estrelas de Hollywood não vão desperdiçar a oportunidade do Oscar para revelar suas opiniões pacifistas para um público mundial no próximo domingo.
''Podemos estar seguros de que as estrelas farão discursos políticos. O que historicamente fizeram nos Oscar anteriores farão sem nenhuma dúvida na noite de domingo'', declarou o especialista em prêmios cinematográficos Tom O'Neil.
Nos últimos meses, foram vários os famosos que expressaram publicamente sua oposição a uma intervenção militar no Iraque. Entre eles, estão Susan Sarandon, Dustin Hoffman e a mexicana Salma Hayek, todos os três convidados para o evento.
Preocupadas com a imagem que a grande festa do cinema deve dar ao mundo em pleno contexto bélico, as estrelas de Hollywood já conseguiram a retirada do tapete vermelho na entrada do teatro e ninguém pode controlar o que os atores dirão quando subirem ao palco. Os ganhadores ''têm 45 segundos sob os holofotes e podem dizer o que quiserem'', afirmou o produtor do evento, Gil Cates.
''Os atores que ganharem o Oscar terão a oportunidade única de se dirigirem a um público mundial e suspeito que alguns deles utilizarão seu tempo para tratar do tema da guerra de um modo ou outro'', considera Elisabeth Guider, redatora-chefe da revista Variety, a ''bíblia'' de Hollywood.
''Podemos esperar que Michael Moore, se ganhar o Oscar de melhor documentário por ''Jogando Boliche por Columbine'' faça sua habitual zombaria de Bush, assim como Bono, do U2, e Pedro Almodóvar, que tem possibilidades de ganhar o prêmio de melhor diretor'', diz O'Neil.


