Antônio Mariano Júnior

Luís Antônio Guerreiro/Divulgação‘‘Esconderijos do Tempo’’ é atração hoje, na Mostra Regional de TeatroPoesia, poesia, poesia. Mário Quintana. Os versos do poeta gaúcho servem de combustível para o espetáculo ‘‘Esconderijos do Tempo’’ que será apresentado hoje, às 20h30, no Cine-Teatro Ouro Verde, no antipenúltimo dia da Mostra Regional de Teatro/Filo de Londrina. A encenação ficará a cargo do grupo Oficina de Perna de pau, de Porto Alegre, e tem roteiro e direção de Elena Quintana, sobrinha e herdeira de Quintana; e Marco Fronchetti.
‘‘Esconderijos do Tempo’’ é dividido em duas partes. A primeira, começa em frente ao teatro com atores montados em pernas de pau. Com algo circense no ar. Durante 30 minutos, poesias do cotidiano, populares, singelas. ‘‘Nessa parte, está configurada a vida do poeta, aquela coisa do poeta viver nas ruas, nos bares. O habitat do Tio Mário era o centro de Porto Alegre’’- explica Elena Quintana.
Depois, o público é convidado a entrar no teatro. A partir desse momento, instaura-se muito mais a reflexão. As poesias falam da vida e também da morte, de lembranças, de dúvidas. ‘‘É o poeta morto com sua obra viva’’- diz Elena. Mas, como explica, o espetáculo apesar de denso não é carregado de drama. Há um certo bom humor aliado também à reflexão. ‘‘Na verdade, com o espetáculo tentamos conversar com o público sem ser declamatório. Afinal, a poesia é a invenção da verdade’’- completa ela.
Esse espetáculo a quatro mãos estreou em 30 de julho do ano passado, em Porto Alegre, quando Mário Quintana completaria 90 anos. A intenção, desde o início, era imprimir um ritmo teatral ao texto do poeta. E, juntos, Elena Quintana e Marcos Fronchetti se puseram a moldar o que seria uma espécie de biografia literária. E com um certo bom humor. ‘‘O Mário tinha um senso de humor que não é de gargalhada, é de sorriso cúmplice’’- analisa ela.

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