"Os Três Dias do Condor" é relançado em vídeo
"Os Três Dias do Condor" é relançado em vídeo9/Mar, 18:48 São Paulo, 09 (AE) - Sydney Pollack já disse que em seus filmes gosta de falar sobre coisas sérias, mas sempre pela via do entretenimento. Gostava - no tempo de clássicos como "A Noite dos Desesperados" e "Mais Forte Que a Vingança", o belíssimo "Jeremiah Johnson". Ultimamente, Pollack só tem feito bobagens, obras indignas de quem, como ele, pretende ser um artista. O remake de "Sabrina", o drama romântico "Destinos Cruzados" nada acrescentam ao prestígio do diretor. Pelo contrário - roubam-lhe uma fatia da credibilidade. Ele tem feito melhor investindo na carreira de ator. Teve importante participação em "De Olhos bem Fechados", do grande Stanley Kubrick. A FlashStar está recolocando no mercado de vídeo um thriller de Pollack dos anos 70, que já havia sido lançado pela Tec. "Os Três Dias do Condor" pretende-se o tipo do trabalho sério a que se refere o diretor. Pollack fez o filme à luz das denúncias do envolvimento da CIA na deposição do governo de Salvador Allende, no Chile. E também em pleno processo de Watergate, quando um jornal, o "The Washington Post", iniciou a campanha que levou à renúncia, para fugir ao impeachment, do presidente Richard Nixon. Robert Redford é o ator fetiche de Pollack. Os "Três Dias do Condor" foi o quarto filme que fizeram juntos. Fizeram mais três, depois. Redford é Turner, um professor especializado em decifrar códigos, que presta serviços à CIA por meio de uma editora que serve de fachada para atividades ligadas à espionagem. Um dia, ele sai para o almoço e, quando volta, todos os seus colegas (sete) foram mortos. Turner foge e descobre o envolvimento de agentes da própria CIA no episódio. A idéia é que a agência não recua diante de nada para defender o american way of life. O herói vai à luta amparado na sua habilidade como decifrador de códigos e auxiliado por uma mulher inocente que seleciona na rua (interpretada por Faye Dunaway). É um thriller meticuloso, feito de detalhes, que às vezes envereda pelo drama romântico. Não é um grande Pollack, até porque suas denúncias (e a idealização do papel da imprensa) ficaram um pouco defasadas e não impressionam mais. Mas permanece um bom filme, muito superior à média da produção recente do cineasta. (L.C.M.) Serviço - "Os Três Dias do Condor" (Three Days of the Condor). EUA, 1975. FlashStar, cor, 117 min





