No Solar do Rosário, a partir do dia 3 de agosto, mais um curso inédito em Curitiba: ‘‘Grandes Museus do Mundo’’, com a doutora em História da Arte, Berenice Reichmann. As aulas serão às segundas-feiras, das 15h30 às 18h50, até o dia 30 de novembro.
Segundo a professora, o curso tem dois objetivos básicos. Primeiro, ensinar a viajar aproveitando o que há de melhor dos museus. E, para quem não vá viajar, conhecer o que existe de melhor em assunto de arte, no mundo e no Brasil. ‘‘O MASP (Museu de Arte de São Paulo) tem um acervo muito bom, mas desprezado pelos brasileiros. Lá, é possível conhecer, por exemplo, obras do belga Ihyeronimus Bosch, que estão também no Museu de Bruges, na Bélgica.’’ O MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) é outro brasileiro, citado pela professora como muito bom.
Mas para quem vai viajar, alguns museus são roteiro obrigatório. Os primeiros da lista, segundo Berenice, são o Metropolitan e o Moma, de Nova Iorque. ‘‘Para se ter uma idéia geral da arte no mundo de todas as épocas, são os mais indicados.’’
Depois de Nova Iorque, todos os caminhos levam a Paris. ‘‘No Louvre, a Monalisa, de Leonardo da Vinci é a primeira parada obrigatória. Mas é preciso conhecer um pouco de arte para poder examinar este quadro, considerado estéticamente o mais perfeito do mundo e, inegavelmente, de autoria de Leonardo da Vinci (algumas obras são atribuidas a ele mas não comprovadamente). ‘‘Quando foi restaurado, encontraram um desenho da posição dos planetas, ainda não conhecida na época. Leonardo da Vinci escondia seus desenhos com medo da Inquisição.’’
Ainda em Paris, não se pode deixar de ir ao D’Orsay - numa antiga estação de trem -, e conhecer as obras dos impressionistas e os desenhos de Degas. ‘‘Não esquecer de ir até o telhado, onde a vista é impressionante’’, ensina. Além desses, visitar o Museu Rodin e o Centro Pompidou.
Em Londres, o British Museum é o que melhor mostra a parte do Egito. ‘‘A arte egípcia tem tanto no Louvre quanto no British, mas neste há mais peças e é apresentado didaticamente melhor’’, argumenta. A arte dos Etruscos e dos Sumerianos também é melhor em Londres. ‘‘Lá a pessoa conhece a História da Arte como foi acontecendo.’’
Os museus a céu aberto - as cidades que são Patrimônio Histórico da Humanidade -, estão basicamente na Espanha, na cidade medieval Segóvia e em Santilla del Mar, onde existem as ‘‘Covas de Altamira’’, datadas de 13 mil anos a.C. Em Barcelona, as vistas obrigatórias são: A Igreja da Sagrada Família, com as obras de Gaudi; o Museu Picasso e; em Madri, o Museu do Prado.
O ‘‘Monumento da Batalha’’ entre as cidade de Lisboa e do Porto, em Portugal, é outro imperdível. Para quem quiser ir mais longe, a professora recomenda o ‘‘Museu Pergamon’’, em Berlim. ‘‘Os muros da Babilônia foram reconstruidos dentro do museu. A beleza é tanta que leva às lágrimas.’’
Mas, ninguém deve se restringir às obras de dentro dos museus. A arquitetura tem de ser observada com a mesma atenção. Mas, antes de ir aos museus, recomenda, é imprescindível uma visita à uma Bienal de São Paulo. ‘‘Na Bienal é exposto o que há de mais moderno, de mais contemporâneo. O ideal é formar um grupo pequeno e ir junto com uma professora de História da Arte ou fazer a visita monitorada’’.
Outro enfoque importante, durante o curso, é aprender a deixar de lado a herança do ‘‘humanismo grego’’. ‘‘Nós temos dificuldades para gostar da arte abstrata por causa dessa herança, onde as obras têm um significado explícito. Era o ‘‘Parlar Visibile’’, segundo Dante. A arte moderna trabalha muito mais com formas e cores abstrata. É preciso entender isso para poder apreciá-la melhor’’, justifica. Esta herança é bem mais marcante na pintura do que na música, onde o latino-americano consegue ouvir com prazer sem a obrigatoriedade de encontrar um significado.
Berenice foi professora dos monitores de duas bienais (da 18ª e da 19ª) e assistente do curador João Cândido Galvão, professora de História da Arte na Faculdade Santa Marcelina em São Paulo, e pós-graduada em Arte Pré-Colombiana pela Faculdade Arnaldo Álvares Penteado (SP), morou quatro anos na cidade do Porto (Portugal) montando o Centro Cultural do Museu de Numismática. De volta a Curitiba, Berenice pretende se dedicar aos cursos e às artes plásticas.ReproduçãoAcima, o Templo de Dendur, que foi doa do para o The Metro politan Museum of Art, em Nova York. Ao lado, ‘‘Guerra’’, tela de Henri Rousse au (1844 - 1910), no Musée D’OrsayCurso ajuda quem
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