Os prós e os contras das adaptações
Mesmo assegurando que um ''remake'' é totalmente autoral, Alcides Nogueira não esconde que não pretende voltar a escrever outro. ''Tenho minhas próprias histórias para contar'', justifica. Assim como ele, vários outros autores não procuram usar como base um texto original do passado. ''Trabalhar uma ideia própria é sempre melhor do que pegar um texto de outra pessoa, pela razão óbvia de que você cria uma obra original a partir das suas próprias questões'', resume Marcílio Moraes.
Prestes a estrear ''Ribeirão do Tempo'' na Record - a exibição do primeiro capítulo está prevista para abril -, Moraes preferiu buscar outras fontes nesse trabalho. ''Minha inspiração para parte da trama é o autor russo Dostoiévski, talvez o maior romancista da história'', defende.
Na contramão dos colegas, Tiago Santiago não se incomoda com essa função. Ao contrário. Se ''Uma Rosa com Amor'' trouxer bons resultados para o SBT, o autor que se consagrou com a trilogia ''Os Mutantes'', na Record, pretende adaptar mais um folhetim antigo. ''Meu contrato prevê ainda três novelas no SBT. Pretendo que pelo menos duas sejam originais. Mas devo fazer uma outra adaptação'', adianta.
Edmara Barbosa também tem vontade de fazer algo autoral na Globo. Entretanto não faz planos imediatos sobre isso. ''Sei que tenho de fazer algo meu e já entreguei algumas sinopses para a Globo. Mas, por enquanto, quero continuar aproveitando a parceria com meu pai. Talvez por ser família, a gente acabe se acomodando'', entrega.





