O 3º Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba movimentou em média seis mil pessoas por dia no Centro de Eventos Battel, entre os dias 4 e 9 de maio. O sucesso do evento já foi sentido também pelos patrocinadores. A Kodak lançou um desafio: vai patrocinar o melhor roteiro de um curta-metragem para universitários da área de comunicação de Curitiba.
O grande vencedor da Mostra Competitiva de Filmes foi o documental ‘‘Por Longos Dias’’, de Mauro Giuntini, de Brasília. Ele recebeu como prêmio um carro Gol zero quilômetro.
O segundo prêmio foi para o vídeo ‘‘Toda Hora é Hora’’, de Aggêo Simões, de Minas Gerais. Esta premiação foi disputada palmo a palmo com o parananese ‘‘Bar Babel’’, de Antonio Augusto Freitas, que recebeu Menção Especial do Júri, pelo trabalho de valorização e pesquisa da música brasileira da década de 20 a 50.
As passagens aéreas para Nova York e Buenos Aires, dada pela crítica para os vencedores de melhor filme no Festival dos Festivais - de produções já premiadas em outros eventos - foram entregues ao produtor do filme ‘‘Amassa Que Elas Gostam’’, Fernando Coster, de São Paulo, e Joel de Almeida, da Bahia, pelo vídeo ‘‘Penitência’’. O prêmio estímulo Copel de roteiro paranaense foi para ‘‘Cartas da Mãe’’, de Fernando Kinas e Marina Willer.
Segundo a organizadora do Festival Cloris Ferreira, a terceira edição do festival começou a dar satisfação real. ‘‘Agora pudemos sentir resultados paupáveis. A principal delas foi o resultado da oficina de animação’’, conta. Os 20 alunos (um deles com onze anos) do professor Joaquim Três Rios apresentaram o seu trabalho no início da festa de encerramento.
Além disso, Cloris comemora o sucesso dos debates. ‘‘A professora Denise Araújo, da cadeira de Cinema, da Faculdade Tuiuti, fez um belo trabalho convidando pessoas do Paraná, ligadas ao cinema’’, reconhece.
Mas foi o público que frustrou a organizadora. ‘‘Esperava dobrar o número do ano passado, quando tivemos em média quatro mil pessoas por dia. Mas temos de ter paciência. Senti falta também da participação do interior, principalmente de Cascavel, que veio nos dois primeiros festivais. Em compensação, tivemos grandes aquisições como a Mostra Londrina Super-8 e a participação da Associação dos Vídeo Makers de Curitiba’’, reflete Cloris.
Ainda faltam R$ 75 mil para que o festival cubra seus custos. O dinheiro está sendo esperado da Embratur e da Secretaria do Áudio Visual. Mas isso não é motivo para desânimo. O projeto para o 4º Festival já está em Brasília para ser analisado pela comissão da Lei Rouanet.
Os outros vencedores do Festival foram, na categoria Competitiva de Filmes: Prêmio da Crítica, ‘‘Kyrie, Ou o Início do Caos’’, de Debora Valdman, por sua excelência técnica e ousadia na linguagem; Melhor Som, ‘‘Nocturnu’’, de Dennison Ramalho; Melhor Trilha Sonora, David Tygel por ‘‘Tangerine Girl’’, de Liloye Boubli; Melhor Montagem, Manfredo Caldas por ‘‘Por Longos Dias’’, de Mauro Giuntini; Melhor Direção de Fotografia, Evandro Roger por ‘‘Otto, Eu Sou Um Outro’’, de Lucas Bambozzi e Cao Guimarães.
Melhor Atriz, Karla Manso em ‘‘Tangerine Girl’’, de Liloye Boubli: Melhor Ator, Everaldo Pontes em ‘‘Funesto: Farsa Irreparável em Três Tempos’’, de Carlos Dowling; Melhor Roteiro, André Ristum, por ‘‘Pobres Por Um Dia’’, de André Ristum; Melhor Direção, André Ristum, de ‘‘Pobres Por Um Dia’’; Melhor Filme de Aminação, ‘‘W.C.’’, de Dunia Salazar; Melhor Filme Ficção, ‘‘Do Dia Em Que Macunaíma e Gilberto Freyre Visitaram o Terreiro da Tia Ciata Mudando o Rumo da Nossa História’’, de Vítor Angelo e Sérgio Zeigler.
Na categoria Competitiva de Vídeos: Melhor Vídeo Animação, ‘‘Todos Os Dias’’, de Sérgio Vilaça, Maurício Gino e Cesar Maurício; Melhor Vídeo Ficção, ‘‘Toda Hora é Hora’’, de Aggêo Simões. Prêmio Especial do Júri, ‘‘Cego Oliveira, No Sertão de Seu Olhar’’, de Lucila Meirelles, pelo seu caráter investigativo de pesquisa de linguagem; ‘‘Na Parede, Na Toalha, No Lonçol’’, de Ursula Dart, Lizandro Nunes, Virginia Jorge e Luciana Gama, pela estrutura narrativa e pelo importante resgate do movimento cineclubista do Brasil; ‘‘Ariel, Luzes e Tati’’, de Fernando Kinas e Marina Willer, pela criatividade na utilização adequada da linguagem específica do vídeo.

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