Os Pholhas estão de volta
Mera Teixeira
Especial para a Agência Estado
Nelson Peixoto/Arquivo FolhaOs Pholhas: novo CD recria canções dos anos 60 e 70Os quatro rapazes que fizeram sucesso na década de 70, com as canções My Mistake, She Made Me Cry e Forever - além da perfeição como covers dos Beatles - estão com novo disco pela Laser Records, Pholhas Forever. Canções da década de 60 e 70, como Bus Stop, Reflections Of My Life, Proud Mary, Smoke Gets In Your Eyes, Stormy, Blue Suede Shoes, Its Too Late, All In Love Is Fair, In My Way e Unchainmed Melody receberam novos arranjos. Na discografia dos Pholhas, primeira banda brasileira a compor e cantar em inglês, estão 14 elepês, 14 compactos e três CDs. Eles comemoraram 26 anos de carreira, em dezembro.
Hélio Santisteban (teclados e vocais), João Alberto (baixo e vocais) Paulo Fernandes (bateria, percussão e vocais) e Wagner Bitão Benatti (guitarra, violão e vocais) ainda são capazes de passar por um grupo americano como nos anos 70. Mas eles fazem questão de divulgar suas identidades brasileiras, principalmente agora com este CD com o qual pretendem conquistar a nova geração. Neste disco, mostramos todo nosso potencial de vocais. Além do nosso público cativo, a gente quer mostrar esse trabalho também à juventude, diz Bitão (o nome é uma referência aos Beatles).
Disco de ouro No final de 1996, eles lançaram a coletânea Pholhas 25 anos e estão a caminho do sétimo disco de ouro. Outra coletânea que vende bem até hoje é Pholhas - Disco de Ouro, lançada em 1977. Entretanto, não tiveram a mesma sorte com Corte Sem Lei, em 1988, cantado em português. Não houve muita repercussão porque nosso público está acostumado com a gente cantando em inglês, avalia Bitão.
Só que eles não desistem de fazer seus fãs se acostumarem com inovações. A gente pretende gravar em português ainda este ano para conquistar um espaço maior em nossa própria terra, diz o guitarrista. E, quem sabe, ouvir suas músicas nas trilhas sonoras de novelas como a versão de Moonlight Serenade, em Ciranda de Pedra, em 1981.
Para a banda preferida dos bailes, cantar em inglês para a geração anos 70, tinha como objetivo, internacionalizar mais suas próprias canções, a exemplo do que o Sepultura faz hoje. Na época em que iniciamos a carreira, a música brasileira não tinha a força que tem hoje. Foi o motivo que começamos a cantar em inglês, mesmo porque, isso era chique, lembra Bitão. Eles até viveram o glamour da Jovem Guarda, ditando moda e sendo cortejados pelas fãs por onde andavam. Elas nos cercavam nas ruas, no cinema e onde passássemos, recorda. A Espanha e toda a América do Sul também conheceram o sucesso do grupo de perto com o lançamento por lá do disco Hojas, em 1975.
Dando um tempo Com a moda das discotecas no final da década de 70, o quarteto viu-se um pouco perdido no meio da nova onda mundial com a música mecânica, e deu um tempo nas novas composições. Mesmo gravando esporadicamente, seus shows continuaram, principalmente no Norte, Nordeste e América do Sul. O que essa turma quer é cantar nos grandes centros. Pretendemos conquistar um espaço maior no mercado, porque tem para todos, espera Bitão.
Todos estão na faixa dos 45 anos e já têm outras profissões. Hélio é maestro/arranjador, faz trilhas sonoras e possui uma empresa de eventos. João Alberto é industrial, Paulo é engenheiro e Bitão é arquiteto. Dois deles passaram a herança musical para a segunda geração. Paulo é pai de Fredy, que aos 25 anos, está montando uma banda, na função de baterista. João Alberto tem um filho baixista como ele: Harley, de 25 anos, toca no grupo de rock Mama Monstro. De uma coisa os Pholhas não perderam o costume: até hoje, encerram os shows com canções dos Beatles.
Contato para shows - Tel: (011) 289-7521 ou (011) 575-8354.





