Os novos piratas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Leonardo Luís <br> Folhapress 
São Paulo - Mudar a equipe e eliminar personagens importantes costumam ser sinais do começo da derrocada de uma franquia de cinema. ''Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas'', que entra hoje em cartaz, contraria esse padrão.
Depois da primeira trilogia, boa parte do time principal da série resolveu abandonar o barco. Das grandes estrelas, só Johnny Depp permaneceu para o quarto filme.
Rob Marshall, diretor dos musicais ''Nine'' (2009) e ''Chicago'' (2002) e do drama ''Memórias de uma Gueixa'' (2005), foi uma alternativa estranha e arriscada para substituir Gore Verbinski, que comandou a primeira trilogia. O anúncio de que Orlando Bloom e Keira Knightley não participariam mais da série agravou a impressão de que o novo longa seria um fracasso.
Aconteceu o contrário: a mudança de rumo deu grande sobrevida a ''Piratas do Caribe''. Os excessos foram cortados -em especial os do terceiro filme, cheio de subtramas desnecessárias-, e foi mantida a essência da série. Eliminadas as arestas, o capitão Jack Sparrow, de longe o personagem mais relevante da história, tem destaque merecido.
A mudança no elenco também foi favorável. A personagem Angelica, vivida por Penélope Cruz, é mais interessante que Elizabeth (Keira), a mulher mais importante dos filmes anteriores. Angelica é a suposta filha de outro personagem introduzido no quarto filme, o Barba Negra (Ian McShane).
Os dois estão em busca da fonte da juventude, que Barba Negra quer encontrar para evitar a própria morte. Sparrow e o capitão Hector Barbossa (Geoffrey Rush) estão atrás do mesmo objetivo.
Os quatro embarcam no mesmo navio, onde Sparrow e Angelica estabelecem uma relação de desconfiança mútua. Na viagem, a tripulação precisa enfrentar um grupo de sereias traiçoeiras.


