Os medos e as zonas de tensão
O Chua Ka é uma das técnicas para trabalhar o corpo que o boliviano Oscar Ichazo desenvolveu em seu método de compreensão e treinamento para que o homem transcenda seu próprio ego e atinja uma escala de consciência e auto-realização. Os métodos do boliviano são conhecidos por Escola Arica.
Pelo Chua Ka, as tensões se acumulam em 27 zonas do corpo, dos pés às orelhas. Cada uma, responsável por um sentimento ou emoção negativa. A primeira zona, segundo o Chua Ka, está localizada nos pés, onde se acumulam os medos de ser você mesmo, o medo de pisar confiante.
Os joelhos seriam a terceira zona, onde se reage ao medo da morte. Quando sentimos medo da morte, tomamos um susto, ele se acumula nos joelhos. É por isto que os joelhos tremem quando passamos por uma situação de perigo. A cada susto, uma nova camada de tensão se acumula ali, daí aparecem as dores nos joelhos - explica Paulo Felin.
Nas coxas, estaria a quarta zona, que acumula os medos de ser incapaz, de não ter forças para enfrentar adversidades e lutar. O peso do mundo se acumula na parte alta das costas, esta região entre as omoplatas. Toda vez que assumimos coisas para fazer, compromissos demais, esta parte fica tensionada - afirma. Já a tristeza e angústia sentimental, segundo ele, é acumulada no peito. Muitas mulheres com nódulos de tristeza acumulada podem desenvolver um câncer na mama, por exemplo - afirma.
Segudo Felin, com estas tensões, o corpo vai perdendo a coragem de ir além, a flexibilidade, a vitalidade, e vai entregando os pontos. O Chua Ka trabalha para dissolver estas tensões através da posição correta das mãos e dedos. A energia vital flui dos dedos e vai eliminando as toxinas, purificando o organismo como uma medida preventiva a doenças - garante.
Os resultados positivos, após a aplicação da técnica, são imediatos, segundo ele. Faço a aplicação profissional desde 1994, embora a pratique desde 1988. E o trabalho tem mostrado resultados excelentes. Mas às vezes é tarde demais para reverter problemas. Depois dos 40 anos, já temos muitos sistemas funcionando precariamente - adverte.





