ReproduçãoHugh Grant: colega de escola promete contar detalhes picantes dos velhos temposJacqueline Kennedy Onassis perdeu a virgindade num elevador em Paris; Bill Clinton traiu a primeira-dama Hillary Clinton ‘‘com uma celebridade’’. Enquanto alguns críticos se perguntam ironicamente se versões como essas ou notícias sobre namoros e separações de príncipes e princesas servem para melhorar significativamente as vidas dos leitores, outros propõem a discussão: quais os limites que deveriam ser respeitados em relação à privacidade das pessoas públicas?
‘‘Não sei quanto aos demais, mas a minha vida não melhorou significativamente por eu ter assistido a alguma das três versões da história de Amy Fisher, ou por ter visto Fergie mostrando os seios’’, afirma o jornalista Roger Rosenblatt, em artigo escrito para a revista do ‘‘The New York Times’’, para quem ‘‘esta é uma época em que tudo se sabe, tudo é contado’’.
Arquivo FolhaHillary Clinton: a vida da primeira-dama dos EUA também não escapa à curiosidade alheia
Na cidade americana de Atlanta, há uma empresa que vende pelo reembolso postal um equipamento que pode amplificar os sons da vizinhança e que foi projetado para ter a aparência de um simples walk-man . Ainda nos EUA, foi lançado um livro intitulado ‘‘Como Ouvir as Conversas do seu Vizinho’’. Para o professor de estudos irlandeses da Universidade de Harvard, John V. Kelleher, a privacidade ‘‘é mais difícil de ser cultivada do que a publicidade, porque envolve a necessidade de ficar a sós consigo mesmo’’.
Intimidades No caso das pessoas públicas, muitas vezes a ambição fala mais alto, como comprova a enxurrada de livros do tipo ‘‘Minha Vida Com...’’. É o caso do ex-barbeiro Jim Hutton, autor de ‘‘Mercury and Me’’, em que conta detalhes sobre os anos em que viveu com o falecido cantor do grupo Queen, vítima da Aids. Ou de uma ex-colega de colégio do ator Hugh Grant, que anunciou estar escrevendo um livro com detalhes picantes sobre os tempos em que eles frequentaram o colégio juntos.
ReproduçãoLiz Taylor: chamada de ninfomaníaca (e outras coisas mais) no livro de David Heyman
Em matéria de privacidade (ou falta de), porém, a família real inglesa parece bater o recorde, tal o número de publicações que estão mais para a fofoca pura e simples do que para a literatura. A atriz Liz Taylor também sofreu nas mãos de David Heyman, que a chama de ninfomaníaca num livro, revelando que, no seu quarto casamento, ela chegava a ter 12 relações sexuais por noite. Mas há, também, os que seguem na contramão da fofoca, para reabilitar pessoas que tiveram a privacidade invadida.
O ator Rock Hudson, por exemplo, mereceu da jornalista Sara Davidson uma biografia mais digna, mostrando uma imagem fiel do ídolo que morreu de Aids. Autores como Sara, porém, são minoria.

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