Passado e futuro juntos provam que não há limites na ousadia da moda de final de século. Tudo o que se usou nos anos 70, pode ser reeditado, mas sem nenhuma obrigatoriedade. As peças se misturam e precisam apenas se adequar à personalidade de quem as veste.
A volta do que se usou há mais de duas décadas é uma opção própria de cada um. Colares, miçangas, chinelos e sandálias baixas, xales de tecidos leves, roupas 100% algodão e os tye-dies (tecidos lavados e manchados) fazem parte da proposta.
‘‘Hoje, nada mais é pré-estabelecido ou obrigatório na moda’’, explica o consultor de estilo Henrique Muniz. ‘‘As pessoas absorvem as tendências, mas sem perder a sua própria identidade’’. Ele se refere à flexibilidade característica dos anos 90, o que considera uma grande maturidade na área da moda.
O resgate do hippie-chique veio para combater a indústria de massa, firmando o consumidor como individualista e incentivando-o a usar apenas o que gosta. As cores e miçangas usadas pela contestadora geração Woodstock aparecem hoje como adereço divertido, que ajuda a fugir do lugar-comum. A tecnologia dos tecidos e o estilo hippie aparecem juntos e dão certo.
Segundo Henrique Muniz, a tendência hippie-chique se firmou tanto no verão que tem tudo para continuar forte no inverno, levando cores e estampas para alegrar a estação fria. ‘‘Esse resgate prova definitivamente que a moda se tornou comportamento’’, diz Henrique Muniz. Não basta mais apenas um visual harmonioso, é preciso que as roupas e acessórios reflitam atitude.

FICHA TÉCNICA
Fotos - Daniel Katz
Revelação e cópias - Ticolor
Edição e conceito - Henrique Muniz
Make/hair - Lilian Zugman
Modelos - Letícia Barros, Johnny Tibor, Mariana Dias e Monique

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