A partir desta quinta-feira (29) até 11 de novembro, a cidade recebe aquela simpática mostra anual da mais recente safra de filmes franceses, oferecendo títulos recentes de gêneros diversos e cults avalizados pelo público e mídia europeia.

É a 17ª edição do Festival de Cinema Francês do Brasil, que vai exibir em mais de 100 salas espalhadas por 50 cidades do país cerca de duas dezenas de títulos, entre produções inéditas, filmes clássicos, realizações premiadas na Europa e em grandes festivais internacionais – em Londrina o exibidor é o tradicional parceiro do evento, o Cineflix Aurora, que promove o evento em conjunto com a Embaixada da França e Aliança Francesa.

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Algumas das atrações do pacote despertam maior atenção pelas robustas críticas que receberam, pelos prêmios que ainda colecionam desde seus lançamentos e pela ampla e festiva aceitação por um público nascido e criado simultaneamente com a invenção do Cinematógrafo, o fabuloso engenho jurássico dos irmãos franceses Louis e Auguste Lumière, há quase século e meio (1895).

DRAMAS E COMÉDIAS

Entre os produtos mais refinados, em busca de cinefilia mais exigente, estão alguns dramas e algumas comédias. “O Sentido da Vida/All of a Sudden/Sudain, de Ryüsuke Hamagushi (o diretor do inesquecível Oscar de 2021, “Doraibu Mai Kâ/Drive My Car), é o grande hit do primeiro grupo, outra obra-prima, agora focando o etarismo e as relações humanas.

Esta coprodução França/Japão é outra demonstração de como as portas do país europeu estão sempre abertas à ideias e talentos de outras cinematografias, no caso vindas do território asiático. Ainda na seção drama, em “A Casa das Mulheres” (La Maison des Femmes), estreia de Mélisa Godet na direção, uma equipe luta todos os dias para acompanhar vítimas de violência em sua reconstrução. Elas acolhem, apoiam e devolvem a confiança dessas pessoas.

As comédias, ao que as aparências mostram, são de bom gosto e em busca de abordagens genuínas. Como, por exemplo, com toque romântico em “A Busca de Charlie” (Les Matins Merveilleux), da cineasta francesa Avril Besson. Ou “O Beijo Elétrico” (La Vénus Électrique), de Pierre Salvadori, que abriu oficialmente (fora de concurso) o Festival de Cannes em maio deste ano. Há espaço, afinal, para o meio termo da “comédia dramática”: “Compostela, o Caminho da Terapia” (Compostelle), de Yann Samuell.

Há sugestões imperdíveis, como o díptico geopolítico-antifascista “La Bataille De Gaulle: L’âge de Fer/De Gaulle: a França livre – parte 1 e “La Bataille De Gaulle: J’écris Ton Nom”/De Gaulle: a França livre – parte 2.

"O Canto da Floresta": um documentário imperdível na programação
"O Canto da Floresta": um documentário imperdível na programação | Foto: 17º Festival Francês de Cinema/ Divulgação

Há o documentário luxuoso e didático e cheio de afetos para com a Natureza, “O Canto da Floresta”, do fotógrafo e cineasta Vincent Munier, considerado uma imersão poética. E há dois clássicos-surpresa. E há Isabelle Huppert. Enfim, há muito o que saborear nesta maratona com sabor de francofilia.

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