Os donos do riso
O riso escrachado é a marca registrada de Elke Maravilha e Fafá de Belém. Meus pais dizem que eu já nasci sorrindo, garante Elke. E conta como conseguiu se salvar da prisão em 1950, na Sibéria, quando tinha cinco anos de idade: Os policiais iam nos revistar e meus pais poderiam ser presos porque estavam armados. Aí, comecei a sorrir para o soldado e ele gostou. Fomos salvos.
Fafá diz que raramente consegue se controlar, mas garante que uma boa gargalhada faz bem mesmo, descontrai o ambiente. Descontrai e, às vezes, até dá dinheiro, graças às claques profissionais - grupos de pessoas contratadas para rir durante programas humorísticos, a um cachê de R$ 20,00, em média. No programa Jô Soares Onze e Meia, o músico Bira transformou-se numa atração à parte, graças às suas gargalhadas.
E, em seu livro, a professora Emma Otta destaca o sorriso da ex-ministra Dorothéa Werneck como um exemplo incomum que deveria ser estudado pelos psicólogos, pois ela sorri intensamente o tempo todo, sem no entanto passar aquela idéia de sorriso de conveniência. (A.F.)





