Os conflitos de uma heroÍna
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sábado, 27 de setembro de 1997
Da Redação 
ReproduçãoPlacido Domingo e Aprile Millo, em AídaDe um lado, a princesa Amneris, filha do faraó. De outro, Aída escrava bondosa e inocente. Ambas disputam o amor de um homem, o general egípcio Radamés que acaba por optar pelo amor da segunda mulher. E é partir desta rivalidade que se desenvolve a ópera Aída, de Verdi, que será apresentada em videolaser hoje, às 16 horas, na Associação Médica de Londrina, dentro do projeto Ópera aos Domingos. A entrada é franca.
Ao todo, 158 minutos de vídeo em que os cantores Aprille Millo, Plácido Domingo, Dolora Zajick e Sherill Milnes fazem os papéis principais. A ópera conta com o balé, coro e Orquestra do Metropolitan Opera House, de Nova York, sob a regência do maestro James Levine. Aída, a ópera mais popular de Verdi, foi escrita no estilo do grand-opéra francês, mas composta sobre um libreto italiano de Antonio Ghislanzoni.
A obra foi encenada pela primeira vez no Cairo, à vespera do natal de 1871. O enredo remete ao conflito entre as necessidades afetivas das pessoas e as exigências do Estado. Aída é uma princesa etíope escravizada e cujos conflitos são testados de tal modo que chegam a exigir sua vida. Um deles - o principal - acontece quando é forçada a enganar Radamés, por pressão de seu pai, o Rei da Etiópia, a fim de descobrir os lugares secretos das forças egípcias para realizar um ataque surpresa.
Radamés é surpreendido por Amneris e o Sumo Sacerdote revelando tais segredos. Uma vez julgado, ele é absolvido pelo Estado mas condenado pelos sacerdotes a ser enterrado vivo debaixo do grande altar do deus por ele ofendido. Esperando sua morte na cripta, Radamés encontra Aída e juntos morrem enquanto Amneris reza no templo pedindo paz à sua alma e a do amado.


