Os caminhos do choro
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terça-feira, 07 de maio de 2019
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Conhecer a história do compositor, instrumentista, arranjador e maestro Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha (1897-1973), é conhecer a história da música genuinamente brasileira, em especial, o choro. Não por acaso, na data de seu nascimento, 23 de abril, é celebrado o Dia Nacional do Choro. Este ano, vida e obra do artista estão sendo relembradas na exposição “Pixinguinha – Naquele tempo, hoje e sempre”, inaugurada recentemente no IMS (Instituto Moreira Salles), do Rio de Janeiro, e que fica em cartaz até o dia 3 de novembro.
A mostra, com curadoria de Luiz Fernando Vianna, reúne o acervo do artista, retratos feitos por fotógrafos, além de partituras originais, discos e objetos pessoais. Um dos destaques da exposição está na flauta da marca Luigi Billoro, a última tocada por Pixinguinha. No início da década de 1940, ele trocou de instrumento e adotou o sax-tenor. Também há uma cronologia preparada a partir das informações disponíveis no site www.pixinguinha.com.br, um dos mais completos bancos de informações sobre ele.
Pixinguinha começou a tocar em casa, com seu pai, ainda criança. Em 1911, aos 14 anos, já atuava profissionalmente. Em sua trajetória, tocou em salas de cinema, ranchos carnavalescos, casas noturnas e no teatro de revista. Integrou o grupo “Caxangá”, com Donga e João Pernambuco. A partir desse grupo, foi formado o conjunto “Oito Batutas”, ativo a partir de 1919. Na década de 1930, destacou-se como arranjador na gravadora RCA Victor. Já na década de 1940, tocou sax-tenor ao lado do Regional de Benedito Lacerda e do conjunto do flautista.
Pixinguinha - Pixinguinha foi flautista, saxofonista, compositor e arranjador. considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira
Choro – Gênero musical popularmente chamado de chorinho, tipicamente instrumental tocado por grupos com bandolim, flauta, cavaquinho, pandeiro, violão de 7 cordas, trombone, saxofone


