Os caminhos da Bienal
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 23 de setembro de 1997
Angélica de Moraes Agência Estado 
O conceito de antropofagia será a idéia central que vai nortear a próxima edição da 24ª Bienal Internacional de São Paulo, com data de inauguração prevista para outubro de 1998. A informação é do curador da mostra, o crítico Paulo Herkenhoff. Não teremos um tema, porque a experiência de bienais passadas já nos mostrou que isso é completamente inviável.
A antropofagia é um momento do modernismo paulistano que coroa as inquietações da cultura brasileira do início do século e significa a construção de algo que se contrapõe ao adesismo mimético e acrítico do que vem do Exterior, explicou Herkenhoff. É um processo em que se devora o que está sendo produzido nos centros hegemônicos para produzir uma relação de diálogo com nossa fisionomia cultural.
Ícones Entre os artistas do núcleo histórico estão alguns ícones deste século: Piero Manzoni, Robert Ryman, Reverón e Hélio Oiticica. E, ainda, Tarsila do Amaral, Van Gogh, Giacometti, Magritte, Goeldi, Francis Bacon, Eckhout, Cildo Meireles, Volpi, Matisse, Eva Hesse, Bruce Nauman, Oppenheim e Gauguin.
O conceito de densidade também será importante na montagem da curadoria da 24ª Bienal, afirmou Herkenhoff. Queremos imprimir a essa próxima bienal uma densidade de olhar e uma espessura de signo visual.


