Aparecer na televisão em papéis de homens brutos já virou rotina para Kiko Pissolato. O ator encarna o motorista de Pilar, personagem de Susana Vieira em "Amor à Vida", e capanga de Félix, de Mateus Solano. E admite que, pelo menos por um tempo, deve mesmo se limitar a interpretações focadas em seu tipo físico.
Por isso, tenta aproveitar todas as chances que tem de mostrar que, além dos músculos e do porte típico de "leão de chácara" que exibe, carrega a experiência de mais de 10 anos dedicados à interpretação. "Fiz cinco bandidos e um policial na tevê. Mas, com o passar do tempo, podem me ver diferente. Humberto Martins fez muitos heróis descamisados até conquistar o respeito que tem hoje", compara ele, que já participou de "Na Forma da Lei", "Insensato Coração" e alguns capítulos de "Avenida Brasil", todas na Globo.
Na trama, Maciel é um motorista que, depois de cair nas graças de Félix, vira seu parceiro em diversos planos maquiavélicos. Como a tentativa de matar Atílio, papel de Luís Melo, em um acidente de carro.
E o destaque do ator na trama de Walcyr Carrasco também cresceu depois que o personagem teve um envolvimento com a interesseira Valdirene, de Tatá Werneck. Ele, aliás, enganou a "maria gasolina", fingindo ser dele o carro da patroa. "Ainda não sou um cara conhecido, mas estou conhecido. Muita gente me chama de 'motorista do Félix' e 'cara que pegou a Valdirene'. Espero que novas portas se abram agora para mim", torce ele, que é bacharel em Esporte pela USP.

Nome: Francisco José Rodrigues de Moraes Pissolato.
Nascimento: Em 6 de maio de 1980, em Piracicaba, São Paulo.
A que assiste na tevê: History Channel e novelas.
A que não assiste na tevê: "Tudo tem seu momento. Até 'realities', que são tão criticados, me pego assistindo e prestando atenção".
Primeiro trabalho na tevê: Uma participação como um capanga contratado por Verônica, personagem de Paolla Oliveira, em "Cama de Gato", em 2009.
Atuação inesquecível: Na peça "Jaguar Cibernético". "Era uma tetralogia onde eu fazia drogado, roqueiro, travesti, onça e índio. Foram dois anos de temporada e um baita exercício. Ganhei bastante respeito na classe artística paulistana".
Interpretação memorável: Luís Melo no monólogo "Ausência". "É teatro gestual, ele não fala uma palavra. Só expressão corporal".
Momento marcante na carreira: "Tive um tumor maligno no testículo, em 2007. Operei na segunda-feira e já na sexta estava no palco, todo inchado".
O que falta na televisão: "Identidade. Fica uma emissora imitando a outra".
O que sobra na televisão: "Bundas. Exploram demais a sensualidade e deixam de investir no texto".
Ator: Antonio Fagundes.
Atriz: Fernanda Montenegro.
Com quem gostaria de contracenar: "Minha mulher, a atriz Bruna Anauate".
Se não fosse ator, seria: Pedreiro. "Gosto de trabalho braçal mesmo".
Humorista: Marvio Lúcio, o Carioca, do "Pânico na Band".
Novela preferida: "Que Rei Sou Eu?", exibida em 1989 pela Globo.
Cena inesquecível na tevê: No remake de "Cabocla", em 2004, na Globo, quando Boanerges, de Tony Ramos, descobre que seu filho nasceu morto.
Melhor abertura de novela: "Rainha da Sucata", exibida pela Globo em 1990.
Canção inesquecível de trilha sonora: "Gonna Fly Now", de Bill Conti, do filme "Rocky", escrito e protagonizado por Sylvester Stallone em 1976.
Vilão marcante: Renato, de Fábio Assunção, em "Celebridade", exibida pela Globo em 2003.
Papel que mais teve retorno do público: Maciel de "Amor à Vida".
Melhor programa de humor: "A Grande Família".
Que novela gostaria que fosse reprisada: "O Rei do Gado", exibida pela Globo em 1996.
Que papel gostaria de representar: Um mocinho do campo.
Par romântico inesquecível: Olavo e Bebel, de Wagner Moura e Camila Pitanga em "Paraíso Tropical", exibida pela Globo em 2007.
Com quem gostaria de fazer par romântico: "Gosto de pares inusitados. Então, adoraria fazer com o Mateus Solano em 'Amor à Vida'. Ou com a Susana Vieira".
Filme: "Os Intocáveis", de Eric Toledano, produzido em 2011.
Livro: "Todos do Rubens Saraceni".
Diretor favorito: Francisco Carlos.
Mania: "Gosto de chegar muito cedo nos lugares".
Um medo: "Tinha da finitude do ser humano, mas passou".
Projeto: "Ter meu próprio teatro, em São Paulo".

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