Os proprietários de restaurantes em Nova York respiram, aliviados, quando termina uma temporada da série de televisão ‘‘Família Soprano’’, transmitida nas noites de domingo - a vida e os dramas existenciais de Tony Soprano, poderoso chefão da máfia de Nova Jersey, atraem a atenção de milhares de espectadores, que deixam de sair de casa durante a transmissão. No Brasil, a devoção ainda não atingiu níveis tão expressivos, mas hoje às 21 horas, a HBO, canal que integra a programação da TVA e da DirecTV, estréia a terceira temporada da série, segura de resultados expressivos.
‘‘Família Soprano’’ é uma das mais premiadas produções da TV americana, vencedora de 22 prêmios, dos quais quatro Emmy Awards, em 1999, e de quatro Globo de Ouro do ano passado, incluindo o de melhor série dramática. Além disso, acumula ainda 60 indicações para importantes prêmios da TV norte-americana. Não tão popular, mas muito mais polêmico, o seriado americano ‘‘Os Assumidos’’ estreou na última sexta-feira, à meia-noite, no Cinemax, canal do grupo HBO, trazendo um rastro de polêmica. Trata-se da primeira série de TV que apresenta a rotina de um grupo de amigos gays com uma crueza que beira o explícito.
‘‘Os Assumidos’’ é a tradução de gosto duvidoso para ‘‘Queer as Folk’’, série originada na Inglaterra, onde foram rodados 12 episódios, transmitidos no Brasil, no ano passado, pelo Eurochannel. A versão que começou a ser exibida na sexta-feira é a americana, que mudou o ambiente (de Manchester para Pittsburgh) e o nome dos personagens. Mantidas apenas algumas peculiaridades, como o comportamento libertário, a promiscuidade e um certo consumo de drogas, sempre ao som de música tecno.
A exibição da série foi antecedida de filmes com temática homossexual como o documentário ‘‘Celulóide Secreto’’, que esmiúça a participação gay ao longo da história do cinema. Nesta semana, será exibido Velvet Goldmine.

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