São Paulo, 08 (AE) - De acordo com o Instituto de Pesquisa Nielsen, "Rugrats" é a série infantil mais vista nos Estados Unidos, com um público estimado em 23 milhões de telespectadores, a maioria crianças. Com o título de "Os Anjinhos," é exibida no Brasil pelo SBT na TV aberta e pelo canal Nickelodeon, na TV paga. Os anjinhos chegam agora ao cinema. Estréia amanhã (09) em cerca de 150 salas do País o filme de Norton Virgien e Igor Kovalyon. É uma graça, mas tem pela frente um concorrente de peso: o público brasileiro, tradicionalmente, só prestigia os desenhos da Disney. Há um em cartaz neste momento: "Tarzan". Mas "Rugrats, o Filme - Os Anjinhos" merece atenção.
O desenho é parecido com o de "Os Simpsons". O humor é peculiar. A família Pickles vive a aventura da chegada de um novo bebê. O pequeno Dylan chega para perturbar o irmão, Tommy. Com os amigos Chuckie, Phil e Lil, embarcam numa aventura que começa como Indiana Jones e prossegue na floresta. A graça de "Os Anjinhos" é que apresenta crianças muito parecidas com as crianças de verdade. Isto pode ser explicado em parte porque o público americano da TV participou da realização do filme, opinando numa linha direta que foi criada para acolher sugestões. Mas o conceito do desenho já é esse na televisão. Como as crianças vêem os adultos. Como se vêem entre elas.
Numa das melhores cenas, Tommy desabafa culpando o bebê por tudo de ruim que está acontecendo com ele. Qual a criança que nunca experimentou esse tipo de sentimento em família? A criadora da série, Arlene Klasky, informa que foi mesmo essa sua intenção. Depois que nasceu o segundo filho, ela ficou um tempo em casa com as crianças. Passou a fantasiar sobre como seria o mundinho delas. Trouxe suas fantasias para a TV e agora elas chegam ao cinema. Quem não acha que o desenho se reduz a Disney poderá divertir-se bastante.

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