Orquestra Bravi leva música ao FILO 2026
O concerto "Das Estações de Vivaldi aos Céus de Londrina" foi realizado no domingo na Capela do Colégio Mãe de Deus lotada pelo público
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 15 de junho de 2026
O concerto "Das Estações de Vivaldi aos Céus de Londrina" foi realizado no domingo na Capela do Colégio Mãe de Deus lotada pelo público
Fabriccio Lucas/ Estagiário 

Apresentando Primavera, Verão, Outono e Inverno em um equilíbrio entre música e natureza desde o século XVIII, “Le quattro stagioni” de Antonio Vivaldi marcou presença em Londrina com a apresentação gratuita da Orquestra Bravi intitulada “Das Estações de Vivaldi aos Céus de Londrina”, que ocorreu neste domingo (14), na Capela do Colégio Mãe de Deus. O espetáculo contou com a participação especial da violinista Priscila Rato (solista) que, sob a regência do maestro Jhonatan Santos, apresentou essa obra-prima em diálogo com Londrina.
Previamente marcada na Concha Acústica, a alteração no local se fez necessária com a previsão de chuvas durante o final de semana em Londrina. Mesmo com a mudança de última hora, o espetáculo teve ótimo público, a capela estava lotada para apreciar a interpretação da Orquestra Bravi da clássica obra de Vivaldi.
Jhonatan Santos, maestro e diretor artístico do grupo lamentou a mudança de local mas comemorou o público presente e a acústica que a capela proporcionou "A gente lamentou um pouco não ser na Concha Acústica, porque a gente alcançaria mais pessoas. Mas o espaço menor favoreceu e a escuta foi melhor."

Jhonatan também comentou sobre os desafios técnicos e principalmente financeiros para interpretar "As Quatro Estações" e trazer o espetáculo para o público.
"O fazer musical artístico é um desafio só para se manter tocando. É um desafio técnico, físico, mental. Para promover um concerto existe um desafio monetário. O maior desafio nosso é conseguir aportar verbas através de destinação de impostos como foi hoje. É convencer quem está com a caneta na mão a acreditar. É possível fazer consertos, é possível dar atenção à classe de artistas, ultrapassar essas barreiras."

A spalla da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Orquestra Sinfônica da UFRJ Priscila Rato foi a solista do espetáculo. Em entrevista à FOLHA, ela falou sobre a importância de se apresentar ao vivo e levar a música clássica para o público "Eu acho que nada vai substituir a presença ao vivo de uma apresentação. Depois de viajar para tocar, para levar a nossa arte para as pessoas, carrego no coração os lugares que conheço e as amizades que se iniciam através dessas viagens."
O espetáculo foi um sucesso com o público e Thaís Vergari, 22, falou sobre a importância de projetos como esse para dar visibilidade para a música clássica "É legal ter esse incentivo maior, trazendo espetáculos, composições antigas, novas, para trazer mais pessoas e dar mais visibilidade."

A Orquestra Bravi é formada pelos músicos Nátalie Nietsche, Isadora Chieko Miyoshi, João Pedro Santos, Daniel Kenzo, Marcelo Ramos, Matheus Taichi Otuyama, Breno Diogo, Fernando Campaner, Daniel Salvadego, Rodrigo Salvadego, Miriam de Souza, Arthur Alves, Rose Taques, Jaziel Barros dos Santos, Célio Matias e Gonzalo Rebeläto.
O concerto fez parte da programação do Festival Internacional de Londrina - FILO - que acontece entre os dias 12 e 28 de Junho, em Londrina, com apresentações fechadas e outras abertas para o público.
* Supervisão: Célia Musilli/ Editora


