ORIUNDI estréia em novembro
Simone Mattos
De Curitiba
O longa-metragem Oriundi, rodado em Curitiba e protagonizado pelo ator Anthony Quinn, está pronto. A temporada nacional terá início no mês de novembro e o pré-lançamento acontecerá no dia 23 de outubro, em Curitiba. O filme, finalizado nos laboratórios do CFI, em Los Angeles (EUA), já foi selecionado para participar de três festivais internacionais ainda neste ano: o Vancouver International Film Festival, no Canadá, e os festivais de Shangai, na China, e de Denver/Colorado, nos Estados Unidos.
Quase todo o elenco já confirmou presença para a noite de pré-estréia, em Curitiba. Ainda não temos certeza se Anthony Quinn poderá vir, já que em outubro ele estará expondo seus quadros no exterior, comenta o diretor Ricardo Bravo.
A experiência em dirigir o astro internacional foi tão boa que Bravo já está trabalhando em seu próximo projeto, o longa Os Velhos Marinheiros, que será rodado em Paraty (RJ) ou no litoral da Bahia, no primeiro semestre do ano que vem. Novamente protagonizado por Quinn, o diretor adianta que o novo filme será falado em inglês com sotaque caribenho.
Bravo conta que o veterano ator foi uma das primeiras pessoas a assistir a Oriundi, um pouco antes da finalização. Era uma exigência dele, comenta. Quinn teria visto a fita em total silêncio e, no final, aprovado a pré-montagem.
Segundo o diretor, na fase de edição houve uma pequena alteração no enfoque da trama. A idéia inicial era a de contar a história da família, onde o velho (Quinn) estava inserido. Após a finalização, o filme acabou contando a história particular do velho, que faz parte da família de descendentes italianos.
O processo de finalização é, muitas vezes, mais demorado do que a filmagem em si, segundo explica Bravo. É na montagem que descobrimos o que é funcional ou não para o filme, valorizando o centro da história.
Durante este processo de finalização, todos as lacunas existentes no filme foram preenchidas pela trilha sonora composta por Arrigo Barnabé. As músicas enriqueceram as imagens e preencheram os espaços de forma espetacular, diz Bravo.
O londrinense Arrigo, descendente de italianos, compôs a trilha de Oriundi buscando referências no clássico, lembrando grandes mestres, como Villa Lobos. As Orquestras Sinfônicas de São Paulo e do Paraná participaram da gravação das músicas. No final, a trilha ganhou parâmetros hollywoodianos, num nível que eu desconheço igual no Brasil, elogia Bravo.
A cidade e o povo de Curitiba também foram elogiados pelo diretor do longa-metragem. Me alertaram muito sobre o provincianismo de Curitiba, sobre uma descrença indisfarçável dos habitantes pela própria cidade, conta. Bravo diz não concordar com os avisos que recebeu e comenta que os curitibanos adotaram Oriundi como se fosse a menina dos olhos. Não achei Curitiba mais provinciana do que qualquer outra cidade brasileira, afirma o carioca.
Os elogios foram confirmados pelo premiado roteirista Marcos Bernstein, que também assinou os longas Central do Brasil e Terra Estrangeira. Ele comenta que Curitiba tem uma cara universal e que a luz natural da cidade é uma das mais bonitas e interessantes que já viu. Como nem tudo é perfeito, ele diz que nunca sentiu tanto frio quanto durante as filmagens, em Curitiba.
Uma particularidade é que o roteiro de Oriundi foi concebido em metade do tempo médio destinado a outros longas. Segundo Bernstein, o filme deve encantar ao público. O roteiro é menos realista e mais próximo de uma fábula, comenta.
A convivência com Anthony Quinn também fez a grande diferença no processo do filme. É impossível trabalhar com ele e não falar sobre isto, diz Bernstein. Ele conta que o ator incorpora o personagem e o vivencia 24 horas por dia. Isto é fantástico e muito enriquecedor, comenta. Em sua opinião, a atuação de Anthony Quinn em Oriundi pode ser considerada como uma das melhores na vasta carreira do ator.Filme de Ricardo Bravo, que tem Anthony Quinn como protagonista, já foi selecionado para três festivais
DivulgaçãoAnthony Quinn assistiu ao filme um pouco antes da finalização. Segundo o diretor Ricardo Bravo, esta era uma exigência do atorDivulgaçãoOriundi, dirigido por Ricardo Bravo, mostra uma família de imigrantes italianosDivulgaçãoLetícia Spiller vive papel duplo como Caterina Padovani e Sofia DAngelo





