Originalidade e sabores peculiares
Na avaliação do comerciante mineiro radicado em Londrina Éric Nascimento, a autorização para que outros queijos produzidos em Minas Gerais possam ser vendidos em todo o País é apenas uma questão de tempo. "O queijo da Serra da Canastra já conta com certificação de produção junto ao Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional (Iphan) e possui selo de indicação geográfica, garantindo ser um produto com Denominação de Origem Protegida (DOP). Os queijos da Serra do Salitre e o D´Alagoa, que é produzido na Serra da Mantiqueira, também já estão em processo de certificação. Os produtores destes laticínios já estão se organizando e em breve devem obter a autorização para também exportar seus produtos", afirma.
Proprietário da Villa Mineira, Nascimento destaca peculiaridades que fazem dos queijos citados aptos a obter a certificação de um produto com DOP. "A região serrana onde eles são produzidos conta com pastagens típicas que garantem que o rebanho produza leite com características bastante peculiares. Além disso, os produtos seguem processos de produção artesanais com métodos específicos que garantem que cada um dos queijos tenham sabores únicos", destaca.
Segundo ele, apesar de serem feitos com leite cru e terem textura leve, é possível deixar os queijos mineiros mais firmes e com sabores mais destacados. "Geralmente os queijos mineiros têm cerca de dez dias de maturação. Esse tempo pode ser ampliado para deixar o queijo mais curado. Basta colocá-lo em uma pedra ou madeira sem cobri-lo e ir virando de um lado para o outro diariamente. Com esse processo o queijo fica com uma casca mais firme e com sabor mais acentuado", ensina. (M.R.)





