ORIENTAL
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de agosto de 2001
Lucinéia Parra<BR>De Maringá 
O Festival Nipo-Brasileiro, que está acontecendo na Associação Cultural e Esportiva de Maringá (Acema), deve atrair até domingo, último dia do evento, cerca de 100 mil pessoas. O festival é uma mistura com barracas que servem os mais variados pratos da cozinha japonesa e diversos espaços para a cultura e lazer. Quadros do pintor brasileiro Yugo Mabe, filho do renomado artista plástico Manabu Mabe, fazem parte este ano, da exposição cultural do Nipo-Brasileiro. Outras obras de arte de vários artistas de Maringá, região e todo País, também estão em exposição no salão principal da Acema.
Criado em 1989, o Festival Nipo-Brasileiro cresceu consideravelmente nos últimos anos e atualmente é considerada a segunda maior festa da cidade. Só perde para a Expoingá em termos de público. Em 12 anos de existência, o festival ganhou novas atrações, mas preserva na sua essência a apresentação da cultura japonesa. Várias cerimônias, como a do Mikkoshi, são realizadas durante o festival. Neste caso, a cerimônia do Mikkoshi representa a sorte.
Falar do festival e não citar a comida japonesa é impossível, já que a maioria dos visitantes não dispensa uma parada em pelo menos uma das cinco barracas do setor de gastronomia.
Um dos pratos de maior saída nas barracas do setor de gastronomia é o ''Sashimi Sushi Especial''. Acima de tudo, o preparo do prato exige paciência, técnica e criatividade, já que além do sabor, uma das principais preocupações da cozinha japonesa é com o visual. Neste caso, o colorido das folhas de alface, com o amarelo das cenouras cortadas bem finas e ''esculpidas'' em diversos formatos, garantem um visual exótico e muito bonito. De acordo com o coordenador da cozinha japonesa do festival, Roberto Akamine, não há segredo para montar o prato. Basta carinho e dedicação.


