Órgão vai se dividir em três
Novamente em busca de outros espaços provisórios, a partir do próximo ano a Casa de Cultura deve se dividir em pelo menos três: uma para a Música, uma para as Artes Cênicas e outra para as Artes Plásticas. ''Estamos providenciando a locação de três imóveis, todos na região central da cidade'', adianta a diretora Janete El Haouli, lembrando que a Casa abrange ainda o Cine Com Tour/UEL, o teatro Ouro Verde e um espaço no edifício Julio Fuganti, que deve ser reformado em 2009. O atual prédio, sede da Casa por seis anos, deve ser desocupado até fevereiro.
Com 37 anos e sem nunca ter tido uma sede própria (mesmo a ocupação atual, na antiga Mayrink Góes, era provisória), a Casa de Cultura pode ser encarada como um ícone de como a cultura vem sendo tratada na cidade: sem privilégios, mas sempre procurando abrir espaço aqui e ali.
Como a cidade ainda não tem um teatro municipal, o Ouro Verde é que abriga a maior parte das grandes produções. ''O que seria da cidade sem o Ouro Verde, ou mesmo a Casa de Cultura?'', sugere Janete, lembrando que, além dos festivais de teatro (Filo) e música (FML) da cidade, a Casa também cedeu espaço para a Mostra de Cinema, o festival literário Londrix, o Mercado Londrino, os festivais de Dança e Unicanto e para boa parte das produções financiadas pela Lei de Incentivo à Cultura este ano. Segundo levantamento realizado pelo próprio órgão, cerca de 330 mil pessoas passaram por todos os eventos realizados ou que tiveram apoio da Casa de Cultura de janeiro a novembro deste ano. (A.I.)





