O maior evento teatral brasileiro, que até dia 29 estará apresentando perto de 60 montagens nacionais, começa com um único espetáculo na mostra oficial - ‘‘Arlequino Servidor de Dois Patrões’’, de Carlo Goldoni. A encenação está marcada para esta noite no Teatro Ópera de Arame, com a Cia. Teatro di Stravaganza. O Fringe, que corre noutra raia, também tem apenas uma peça em cartaz: ‘‘Um Artista da Fome’’. A apresentação se passa no subterrâneo do Teatro Guaíra, mais exatamente sob o palco do Guairão.
Assim, sem nomes estelares nos elencos dos dois cartazes - um paulista, outro curitibano - tem início o 7º Festival de Teatro de Curitiba. Mas, como argumenta Leandro Knopfholz, a mostra sintetiza os diversos caminhos que a arte toma no Brasil. Assim como tem uma Commédia Dell’arte, com texto escrito no século 18, há também uma atração baseada em Kafka, numa linguagem completamente diversa, que é a atração do Fringe.
Para 98 espera-se um público 20% superior à edição do ano passado. A expectativa é de que mais de 50 mil pessoas passem pelos oito endereços da mostra oficial, sem contar as apresentações na rua e as paralelas. Foram colocados à venda 37 mil ingressos da mostra oficial e 15 mil do Fringe.
Se nos palcos não terão rostos conhecidos como de outras vezes - Regina Duarte, Fábio Assunção, Renata Sorrah, Guilherme Palmeira foram alguns dos que andaram pelo FTC -, alguns estarão circulando pelos bastidores. Já foi anunciada a presença de Cristiana Oliveira.
A atriz virá num intervalo das gravações de ‘‘Corpo Dourado’’, a novela das sete da TV Globo, prestigiar ‘‘Só in Cena’’, peça que faz parte do Fringe, e será levada no auditório intimista do Teatro da Caixa. A atriz vem na pele de produtora do espetáculo dirigido por Eduardo Wotzik.
Também de olho num trabalho do Fringe, estará em Curitiba o espanhol Jean Louis Bu¤uel, filho do cineasta Luís Bu¤uel. Ele atravessa o oceano para assistir à estréia nacional de ‘‘Os Náugrafos da Rua Castela’’, com o grupo Cincoincena, de São Paulo.
A peça foi baseada no filme do grande diretor espanhol, ‘‘O Anjo Exterminador’’, e é uma homenagem aos 15 anos de sua morte. Alexandre Brasil assina o texto e direção. As apresentações serão dias 24 e 25, no Teatro Lala Schneider, por coincidência nas mesmas datas de ‘‘Só in Cena’’. (Z.C.L.)

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