Em uma aula de inteligência emocional para os alunos do quarto ano do ensino fundamental 1, o tema do dia era a organização das tarefas e plano de estudo - assunto considerado oportuno pelas diferenças da mudança de série (do terceiro para o quarto ano) e o início do ano letivo. Diante da agitação típica da idade dos alunos, a aprendizagem emocional acontece já no começo da aula, com a psicóloga Herika solicitando que eles se acalmem para que possam escutá-la. Mostrar aos alunos a importância de aprender a ouvir e esperar para emitir a própria opinião é algo constante durante as aulas.
Após explicar a proposta do dia, ela oferece para os alunos tiras de papel amarelo para que anotem os hábitos que ajudam e atrapalham na hora de fazer a tarefa. Um bate-papo vai permeando o trabalho para facilitar a identificação desses hábitos.
A relevância de fazer a tarefa no mesmo dia da aula também foi um conceito apresentado de forma mais descontraída aos alunos, reforçando a ideia difundida pelo renomado professor Pierluigi Piazzi (mais conhecido como "Professor Pier"), que diz que "aula dada é aula estudada hoje". Estudioso da área de neuropedagogia, ele defende que retomar a matéria vista no dia é necessário para "ajudar" o cérebro memorizar melhor as informações.
Isso acabou gerando uma reflexão entre os alunos sobre os hábitos de estudo e o horário que costumam fazer a tarefa. "O ideal é fazer a tarefa à noite, no mesmo dia da aula, porque quando dormimos o cérebro 'limpa' as informações que não considera importantes. Estudar no mesmo dia ajuda a reforçar a aprendizagem", explica a psicóloga.
A autonomia dos alunos também é estimulada ao questionar se ainda precisam que os pais fiquem cobrando que façam a tarefa. "Eles precisam ter uma noção maior da responsabilidade deles, da importância dos seus comportamentos, isso também é autonomia e precisamos aproveitar esse espaço para abordar isso, sempre buscando uma abordagem que faça sentido a eles", acrescenta. (A.P.N.)

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